quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Vivência do Sagrado Feminino na Gestação






O Projeto Acolhendo a Gestação encerra suas atividades de 2012 e convida todos interessados pelo tema para participarem da Vivência do feminino sagrado na gestação. 
Compreendemos que o processo de gestar faz parte do milagre da Vida e estar mais consciente, estabelecer uma conexão positiva com seu bebê contribui para a formação de uma sociedade mais saudável. 
O Ayurveda - Ciência da Vida, amplia a perspectiva sobre essa decisão da mulher e da família em gerar uma nova vida e recomenda algumas práticas cotidianas para que seja feita conexão com o sagrado presente no gestar e na vida antes mesmo da concepção. 


Pontos a serem abordados

  • Promover o diálogo para processo da criatividade na gestação
  • Vivenciar o silêncio interno para ampliar a interação com o bebê
  • Tomar consciência dos sentidos que faz a conexão com a Deusa interior.


Programação



Uneb - Auditório do Departamento de Ciências da Vida I
14 de dezembro de 2012


8:00 h – 08:30 h 
Recepção dos participantes

08:30 h ás 11:30 h 
  • Abertura da Roda
  • Danças Circulares sagradas
  • Diálogo com participantes


Facilitadoras:


SHERI DAMAR | Avó, mãe de 3 filh@s, filha de parto natural. Especialista em Consciência e Educação, Fundadora do Prana Dhama, Coordenadora do Grupo de Mulheres do Dhyana Spa, uma das coordenadoras o projeto Gestação Consciente e do Projeto Massagem para Gestantes - Garbhini Abhyanga. Adoula pelo Instituto Shaumbra, Doula pela Ando. Formada em Ayurveda e Panchakarma na Índia, aprofundamento em Ayurveda para mulheres com o Dr Svoboda e Dra. Claudia Welch pelo Instituto NaraDeva Shala. Deeksha Giver pela Onenes University, formação em Constelação familiar, renascedora.


MAIANA KOKILA | Administradora de si mesma, Astróloga indiana, Consultora e Professora em Ayurveda (especializada em Saúde da Mulher - Dr. Svoboda e Dra. Claudia Welch), Yoga e Massagem. Espiritual Adoula, Doula, Facilitadora de Danças Meditativas. Co-criadora do Projeto Massagem para Gestantes - Garbhini Abhyanga e Gestação Consciente. Na Índia, estudou com a parteira Marina Dadasheva (Russia) e no Nepal, Prasuti Tantra com o Dr. Rishi Ram Koirala (Ayurveda Health Home).


Sites das facilitadoras: 


Teremos um intervalo para integração, frutas, sucos, bolos e lanches saudáveis serão bem vindos para compartilharmos.

11:30 h às 12:00 h 
 Encerramento e avaliação dos trabalhos.



Organização

Mary Galvão
Chenia d'Anunciação



Maiores informações
71 3117-2461 ou smos@uneb.br
Procurar Chenia d'Anunciação

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Plano de Pós Parto


Muitas famílias organizam a gestação e parto dos seus rebentos. Atualmente as mulheres tem optado por fazerem o plano de parto, que é uma carta onde ela e o companheiro descrevem o que querem ou não durante o trabalho de parto, parto e assistência ao recém nascido. Não é uma carta de exigências, mas de desejos, que podem ser alterados de acordo com o desencadeamento do trabalho de parto e do parto. 

Chenia, Zaya e Onildo
O que venho falar aqui é que depois de 40 semanas (aproximadamente quanto dura uma gestação) de planejamentos e preparativos, quando se está com o bebê em casa, muitas se dão conta de que, para além do plano de parto deveriam ter feito também um plano de pós parto. 

A legislação vigente só concede ao pai, licença paternidade de 5 dias, talvez por compreenderem que o pai na verdade, só deve ter tempo de registrar os seus filhos, haja vista tantas campanhas do ministério público prol o reconhecimento de paternidade. E nenhuma por parte do governo para paternidade presente e consciente. 

Durante o pós parto, assim como na gestação e no parto, a mulher passa por várias mudanças biológicas, psicológicas, relacionais e sociais. Diminuição do estrogênio e progesterona e aumento na produção da prolactina. Essas mudanças podem ser intensificadas por uma imposição social que imputa à mulher a condição de ser mãe e junto a isso amorosa, dedicada, e capaz de despender qualquer sacrifício, sem sentimentos de perdas, por sua prole e pela família. 

Soneca de Zaya
Fatores como baby blues, depressão pós parto, fadiga excessiva, queda de cabelos, manutenção do peso anterior a gestação, falta de apetite sexual, nesse modelo de supermãe, não são condizentes com a boa mãe. Cobranças são feitas a todo o tempo de forma velada ou explicita, afinal a mulher moderna tem que estar pronta para desempenhar diversas funções simultaneamente, sem fraquejar, sem reclamar, pois não é isso que queríamos, que lutamos, que queimamos sutiãs? 

As mudanças significativas na assistência ao parto começam a ser efetivamente implantadas no Brasil em finais do século XIX, quando a medicina, tomou as rédeas desse evento. Até então, mas não somente, as mulheres eram cercadas por outras durante a sua gestação, parto e pós parto. Eram feitos rodízios de comadres, amigas, parteiras, mães, avós... todas essas estavam envolvidas no cuidar da outra e guardavam consigo o segredo e a magia que cercavam o gestar, parir e maternar. 

Dois séculos depois, após o parto, aquela que recebia telefonemas, visitas, emails, para saber de si durante a gestação, muitas vezes ficam por conta própria para os cuidados com a nova cria, da família, da casa e do trabalho. O foco agora é o bebê, ele é quem precisa de toda atenção e cuidado, a mulher é sutilmente negligenciada. 

E assim começa aquilo que chamo de esquizofrenia da menas main, tem que ser mãe, tem que amamentar exclusivamente em livre demanda, tem que manter o lar arrumado e limpo, as outras crias( quando hão) impecáveis! Tem que ser boa esposa, receber bem as visitas e ainda se manter em forma, linda, bela. Não há espaços para senões, para fraquejamento. 

Com a nova rotina instalada, como dar conta dos novos afazeres, da nova vida? 

Pensar em como serão esses primeiros dias, sobretudo os 30 primeiros, é indispensável para saúde materna, do bebê e da família. 

O bebê passa a ser um ente público, todos querem ver, render graças, ver sorrir, tomar banho, mamar, enfim, alguns até protagonizam o seu próprio reality show nas redes sociais, que dão notícias da vida cotidiana, quase que online, e ai daqueles que queiram isolar-se dela. 

Não somente na maternidade, mas atualmente as vidas que, por uma regra de conduta burguesa do início do século XX, deveria se manter privada, hoje, voltamos a publicização escancarada e por vezes, mal elaborada das nossas intimidades. 

Visita da Dinda Reijane dos primos Micael e Larissa e do Tio Mica
O ideal é organizar sua rotina.
Agende suas visitas, mande-lhes carta de comportamento, explique que agora o momento é outro. 

Por mais que as apelações externas venham: parentes que moram distantes, que moram perto, amigos e afins, você deve se preservar durante o puerpério, abrindo portinholas aos que lhe farão bem, sem culpas. 

Explique que não é acertado fazer visitas pelo menos 30 dias depois do parto. O primeiro mês é o mais delicado, a família está se adaptando a nova rotina com o filhote e este idem, é preciso deixar espaço e ser necessário quando convidado e não quando se quer ser. 

Se as visitas forem imprescindíveis estabeleça regas como horários, tempo de duração e arranjos caso algum empecilho ocorra como: desconfortos do bebê, cansaço da materno, ou tão somente falta de disponibilidade em atender quem chegou, sem pesar, sem ressentimentos. 

Afaste-se dos palpiteiros de plantão (Seu leite é fraco, eu dava mingau a noite, seu marido não vai aguentar essa rotina, não há problemas em dar leite A ou B, e sobretudo os da teoria criei 100 com leite de lhama com achocolatado e não morreu nenhum, vai saber... a morte física não é a pior morte, existem muitas subjetividades).
Agora é sua vez de maternar e insegurança pode e deve aparecer, pessoas que só fazem lhe deslegitimar não ajudarão em nada, só trarão suas próprias inseguranças para somar as suas, não é hora de ser terapeuta do outro. 

Você precisará de companhias, que respeite o seu momento, e que estejam prontas a ajudar de fato. Alguém para ficar com o bebê para que possa tomar um banho mais demorado, para tirar um cochilo, mas sem que isso seja uma imposição, mas uma necessidade partindo de você. 

Se puder, tenha uma diarista para dar conta dos serviços domésticos, ou talvez pessoas da família que estejam dispostas a ajudar sem cobranças, as visitas também poderão colaborar lavando pratos, catando as fraldas, fazendo uma comida, enfim, você é a dona da varinha de condão. 

Reunião da Aldeia Materna
Construa seu círculo feminino, sua Aldeia Materna, mulheres amorosas, aquelas que poderão lhe dar um help naquela hora em que o bebê está com cólicas, que dispõe de "5 minutinhos" no telefone para você contar o dia, chorar as pitangas, dizer o quanto seu bebê é lindo, fofo e está tão feliz, ou não, pois não estar feliz não lhe faz uma mulher atípica, muitas de nós passamos por isso, então compartilhe, se desejar, com pessoas que poderão lhe ajudar de fato. 

Envolva seu companheiro nesse processo, afinal quando nasce uma mãe, nasce também um pai, que cada vez mais está presente e ativo na paternidade consciente. Momentos como tomar um banho de chuveiro com o bebê ajuda nessa formação do vínculo dá uma trégua para você e reforça os laços familiares. 

Saia da teoria de que homens não sabem cuidar, pegar ou trocar o bebê, ser pai e mãe é um construção social e  psico-afetiva. 

Converse com seu companheiro, ouça ele também, estabeleçam momentos de intimidade nem que seja para ficarem juntinhos numa sonequina, ou vendo um filme, sem pensar se dará tempo de ver os créditos. 

Avó materna Sisi e avó paterna Lindinha
As avós (materna ou paterna) em geral estão dispostas a colaborar, tendo o know-how de  sua experiência materna, conte com elas, são de grande ajuda, mas peça licença para maternar! Afinal a mãe agora é você, estabeleça limites, é muito importante para sua estima, saúde e crescimento e claro uma mãe tranquila e segura terá muito mais chances de ter um bebê idem. 

Não tenha receio de ter um calundu homérico. Depois de um tempo coloque a culpa nos hormônios e se for o caso peça desculpas kkk. 

Pessoas sensíveis entenderão os seus motivos, seus desejos, lhe respeitarão! 

Eu, Onildo e Zaya - Foto de Ieda Marques

Essas são algumas considerações que faço pensando nos diversos relatos de mulheres, que vi, que li, que convivi e também na minha experiência como mãe, mulher, doula e artesã de slings. 

Um caminho de luz para essa nova família! 


Palestra a Humanização do Nascimento: uma questão de escolha

A humanização do nascimento tem sido foco de debate entre as comunidades médicas, científicas e grupos de mulheres que estão buscando resgatar o processo fisiológico do nascimento, que se perdeu com a introdução da tecnologia na atenção ao parto. Nesse contexto, o domicílio tem sido escolhido atualmente por muitas famílias e profissionais, como o ambiente mais propício para a ocorrência do parto. Não é apenas uma mudança de endereço (hospital-casa), e sim uma mudança que envolve uma série de novos comportamentos, calores e sentimentos relacionados à maneira de dar a luz e nascer




Palestrante: Iara Silveira - enfermeira de formação, parteira de coração. Fundou, junto com outras enfermeiras a equipe Hanami. Atualmente, trabalhar com parto domiciliar planejado na cidade de Brasília. 

Mesa redonda com:
Marilena Pereira- Médica Obstetra e defensora do Parto Humanizado na Bahia
Daniela Leal – Psicóloga e fundadora do grupo Roda Viva 
Mary Galvão - enfermeira obstetra e coordenadora serviço médico e do projeto Acolhendo à Gestação UNEB.

Data 04 de Dezembro de 2012

Local: Restaurante Ciranda Café Cultura & Artes Rua fonte do boi, 131, Rio Vermelho, Salvador-Bahia

Público alvo: doulas, obstetras, enfermeiras e demais da área de saúde, bem toda comunidade interessada pelo tema.
Investimento: $50,00

Inscrição: Via depósito ou na Mimo Doce 

Vagas Limitadas!

Mais Informações: palestra.humanizacao@gmail.com -71-8862-3367 Falar com Talita Magalhães

Após a Palestra teremos uma apresentação musical da Cantora Flavia Wenceslau!!!

Veja aqui uma entrevista com Iara Silveira, que virá ministrar a palestra.


quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Não é por ser SUS que você pode ser desrespeitada!


Aqui nessa foto da esquerda para direita a GO Sônia Sallenave, a GO MArilena Pereira e a EO Gertrudes Coelho.
Parabéns meninas, vocês e outras profissionais vem reescrevendo, de forma positiva, novas histórias do partejar na Bahia.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Um idiota chamando Alexandre Garcia

Em 2010, às vésperas do dia das mães, o jornalista da rede Globo Alexandre Garcia, não se sabe se sob efeito de algum narcótico ou apenas inspirado em sua própria ignorância e arrogância, deu uma entrevista tresloucada para a rádio CBN que mais parecia um compêndio de sandices e misoginia.
Afirmou ser o parto humanizado uma "bobagem", condenou a presença do acompanhante no parto; associou o parto de cócoras a práticas indígenas; chamou de "uma maluquice" o fato do Ministério da Saúde incentivar a gravidez de mulheres portadores do vírus HIV, entre outros impropérios frutos de uma mente retrógrada e reacionária.
Em virtude desse destempero todo, a rede Parto do Princípio emitiu uma Carta Aberta em repúdio às declarações do jornalista, intitulada "Quem está brincando com a saúde?", ressaltando seu desconhecimento a respeito de políticas públicas, de legislação federal, evidenciando o teor discriminatório das declarações, ressaltando as evidências científicas que atestam os benefícios tanto da presença do acompanhante quanto das práticas humanizadas de parto e nascimento, e ressaltando a existência de protocolos de atendimento às mulheres soro-positivas que evitam a transmissão vertical do HIV, tornando possível o nascimento de bebês saudáveis. Além disso, a carta enfatiza que o direito à reprodução é um direito inalienável, quer o jornalista queira ou não, e finaliza com a indicação de um bom número de referências científicas onde podem ser buscados e encontrados todos os aspectos discutidos - ao contrário do que fez o desvairado da barba branca.


Então ontem chegou até mim um texto inacreditável do mesmo jornalista. 
Inacreditável pelo teor de mentira, ignorância, tom discriminatório, pejorativo, ultrapassado, reacionário e absolutamente não procedente.
Que me leva a crer firmemente que:

o jornalista Alexandre Garcia sente-se absolutamente confortável em desprezar mulheres; 
em desdenhar de práticas humanistas que visam assegurar a essas mulheres o direito de serem bem atendidas, não por serem cidadãs, mas por serem seres humanos; 
não se dá ao menor trabalho de fazer qualquer tipo de pesquisa antes de emitir opinião - geralmente carregada em preconceito de gênero - a respeito de temas sobre os quais não faz a menor ideia do que sejam;
mostra como tornou-se ultrapassado, retrógrado e obsoleto, inclusive por não rever de nenhuma maneira sua posição reacionária, já manifestada dois anos antes e que gerou grandes protestos de ativistas dos movimentos sociais;
desconsidera totalmente o cenário atual da obstetrícia brasileira, fortemente marcado pela violência institucional que todos os dias faz novas vítimas;
mostra desconhecer por completo a Política Nacional de Humanização do Ministério da Saúde, que por humanização entende a valorização dos diferentes setores envolvidos no processo de produção de saúde (usuários, trabalhadores e gestores), e cujos valores norteadores são o respeito à autonomia e ao protagonismo dos sujeitos, a co-responsabilidade entre eles e o estabelecimento de vínculos solidários. E que usa como lema o conceito de que QUEREMOS UM SUS HUMANIZADO;
seu texto não se assemelha nem de longe à prática jornalística, estando mais próximo de uma opinião desprovida de qualquer embasamento teórico que foi dada às pressas por absoluta falta do que falar.

O texto de Alexandre Garcia começa mencionando uma suposta mulher de 40 anos, diabética, que perdeu um suposto bebê de 5 kg por ter sido convencida pelo que ele chama de "campanha do parto humanizado". Alexandre afirma que ela "quis ter o bebê em casa, de parto natural e quase morreu junto com feto". Complementa afirmando que "ela foi uma vítima de um surto de imbecilidade que assola o país". A chama de "sobrevivente de São Paulo" e acredita que ela "deveria processar essa gente irresponsável que propagandeia o tal 'parto humanizado'".
Alexandre deve ter se esquecido do furor que suas declarações de 2010 produziram nos ativistas dos movimentos sociais - estará esse esquecimento associado a um possível caso de demência? Acho possível.

O parto domiciliar que Alexandre menciona simplesmente não existiu - como foi informado por algumas pessoas que assistiram à matéria da sucursal paulista da rede Globo que noticiou o caso. E não existiu porque a moça em questão, uma moça bastante simples que realmente perdeu o filho, sequer cogitou o parto domiciliar. Ela foi atendida em uma unidade de saúde já em trabalho de parto, com dilatação em curso, e no momento do nascimento, que foi bastante complicado, houve uma lesão de coluna cervical e o bebê não resistiu. Realmente uma tragédia, cujo envolvimento nesta trama sórdida criada por ele só serviu para tornar ainda mais trágica.
E que nada tem a ver com a humanização do parto - de que parte da mente perturbada desse jornalista saiu isso?

Alexandre ainda diz que comentou o ocorrido com uma colega da Globo, que afirmou que "no tempo que era idiota, ficou onze horas de cócoras recebendo acupuntura a esperar que o filho nascesse". Eu fico pensando que tipo de ligamentos existem nos joelhos dessa moça que a permitiram ficar 11 HORAS AGACHADA?! Que comentário infeliz. Infeliz e ofensivo. Infeliz, ofensivo e absolutamente irreal.
E ele continua, dizendo que respondeu a ela que "isso só acontece com jornalista que acredita nas ondas de novidades desse tipo de retrocesso para o primitivismo".
Você se decida, ô Alexandre.
Você se decida aí se vai achar o parto humanizado uma ONDA DE NOVIDADE ou um RETORNO AO PRIMITIVISMO.
De qualquer forma, é importante dizer que antropologicamente falando, o primitivismo não é algo ruim, pelo contrário. Reflete uma crença em uma suposta superioridade do estilo de vida simples de sociedades anteriores à era industrial. Mas não. Alexandre Garcia não acha isso legal. Ele é moderno. Ele é da era João Baptista Figueiredo. Mas gosta de modernidade.

Alexandre afirma também que "outra coisa que gostamos de propagandear é o quanto os índios têm a nos ensinar". Afirma que "parece mentira que quem entra nessa onda não pára para pensar que nossa cultura evoluiu séculos, milênios, sobre culturas que ficaram na idade da pedra" e que alguns "querem que abandonemos a evolução para aderir a primitivismos".
Parece até mentira...
Alexandre: você quer mesmo falar em índios?
Quer mesmo falar sobre o que os índios têm a nos ensinar?
Quer mesmo falar sobre "o que os índios estão em busca"?
Vamos falar então.
Vamos falar sobre os índios como se deve, seu alienado reacionário metido a intelectual político bancado pela rede Globo.



Após atacar covarde e ignorantemente a humanização do parto, Alexandre Garcia direciona sua língua bipartida para os ambientalistas que lutam contra a construção de usinas hidrelétricas que levarão consigo grande quantidade de riqueza natural e humana, chamando-os de "grupos fanáticos" e tratando-os com arrogância e desprezo que antes dirigiu aos humanistas do parto.

O jornalista reacionário, que foi porta-voz do governo João Figueiredo por 1 ano e meio e que em início de carreira na Rede Globo fez-se tirando onda da cara de políticos, analisando as gafes cometidas e conquistando o apelidinho de "Alexandre Gracinha", termina o arremedo que chamo aqui de "texto"afirmando que "a praga do politicamente correto insiste em que somos todos iguais. Não somos". E afirma que somente perante um tribunal somos todos iguais e que na vida nos distinguimos por nossos "méritos e defeitos", e que "o resto é conversa mole de hipócritas".

Nesse ponto tenho que concordar com o jornalista: não, não somos iguais.
Enquanto alguns lutam pelo respeito à dignidade humana e à autonomia, enquanto outros suplicam pelo respeito à própria dignidade como seres humanos, enquanto outros são desrespeitados e violentados enquanto nascem seus filhos, vem um jornalista de imagem desgastada e ultrapassada desses pisotear a dor alheia.
Pelo menos em uma coisa Alexandre Garcia foi certeiro em seu texto, que leva como título "Hipocrisia do correto em tempo de idiotas"(e que eu confesso que dediquei algum tempo a verificar se realmente procedia, se era real, tamanho absurdo de seu conteúdo, tendo encontrado a publicação do mesmo em diferentes portais de notícias). Realmente estamos vivendo em um tempo de idiotas. E são esses idiotas que o "pessoal da humanização" busca combater.
O que deixa bastante claro sobre em qual dos grupos se insere esse jornalista.

Façamos todos o que o militar João Figueiredo, último presidente da era ditatorial brasileira, do qual Alexandre Garcia foi porta-voz, sugeriu ao próprio jornalista na célebre entrevista que concedeu para este quando ainda trabalhava na extinta TV Manchete:

Esqueçam Alexandre Garcia*.
E que possamos lembrar também da frase dita pelo mesmo militar em resposta aos estudantes de Florianópolis:

Sim, Alexandre Garcia, sua mãe está em pauta**

*em alusão à célebre frase de João Figueiredo em entrevista para Alexandre Garcia: "Eu quero que me esqueçam"
** João Figueiredo diz, em resposta a estudantes por ocasião de sua visita a Florianópolis: "Minha mãe não está em pauta"

Publicação extraída do blog Cientista que virou mãe.


terça-feira, 16 de outubro de 2012

Roda de Conversas Respeito ao Parto é Respeito à Mulher

Venha conversar conosco sobre humanização no parto, casas de parto, conhecer as vantagens da assistência nas Casas de Parto em contraposição a Hospitais convencionais.

Você sabia que os Centros de Parto Normal tem assistência pelo SUS?

O que são as casas de Parto e os Centros de Parto Normal?

Quais são as condições para serem atendidas nessas unidades?

Porque os Centro de Parto Normal fazem parte da política de humanização do parto?


A Uneb, através do projeto de Extensão Acolhendo a Gestação convida a todos interessados pelo tema, a participarem da Roda de Conversas Respeito ao Parto é Respeito a Mulher.
As Casas de Parto oferecem uma alternativa ao parto hospitalar e devolvem ao nascimento sua dimensão natural. Nas casas de parto, a gestante pode caminhar, comer, beber, tomar banho e algumas delas contam com o serviço de doulas voluntárias que trabalham exclusivamente para o bem estar materno. Outra vantagem está na autonomia da mulher que pode escolher a posição do parto, seja na água, deitada ou de cócoras. Acompanhantes são benvindos em qualquer momento. Após o nascimento, o bebê não é separado da mãe, facilitando a formação do vínculo.

Em Salvador temos há um ano o Centro de Parto Normal Marieta de Souza Pereira que funciona no Centro Espírita Mansão do Caminho e recentemente foi inaugurado o Centro de Parto Normal em Lauro de Freitas. 

UNEB Cabula - Auditório do Departamento de Ciências da Vida I.
26 de Outubro de 2012

 PROGRAMAÇÃO
 8:00h – 08:30h
Recepção dos participantes

08:30 h ás 08:50h
Exibição de filme
08:50h às 09:30h Abertura da Roda

Mediadoras:

  • Suzana Montenegro – Coordenadora de Enfermagem do Centro de Parto Normal Marieta de Souza Pereira (Mansãodo Caminho - Pau da Lima)
  • Adriana Leite Coordenadora de Enfermagem do Centro de Parto Normal de Lauro de Freitas


09:50 às 10:20 h – Lanche 

10:20 às 11:30 h – Continuação da Roda 

11:30 às 12:00 h - Encerramento e avaliação dos trabalhos.

sábado, 13 de outubro de 2012

Caminhante, não há caminho, o caminho se faz ao caminhar.


No nosso país em que fazer uma cesárea eletiva por conveniência e não por necessidade e que as "necessárias" são baseadas em diagnósticos estapafúrdios (bebê grande, cordão enrolado, pouco liquido, episio anterior, cesárea anterior... a lista é grande) e que o parto normal tornou-se sinônimo de piração, movimento de loucas que querem ter suas vaginas dilaceradas... trazer nossas crianças para marchas, colocar-lhes o que é natural, normal se faz necessário. 
Estamos lhes dando oferecendo as informações para que, quando adultos, possam fazer suas escolhas conscientes e não baseados em achismos.

"Caminhante, não há caminho, o caminho se faz ao caminhar."
Antônio Machado - Poeta Espanhol.

Luan nascido de parto domiciliar e Zaya nascida de cesárea após tentativa de um parto domiciliar
Marcha do Parto em Casa - Salvador junho 2012

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Inagurada a Casa de Parto em Lauro de Freitas

Governo da Bahia entrega primeira etapa de maternidade no município

As gestantes de Lauro de Freitas, município da Região Metropolitana de Salvador (RMS), agora têm mais um espaço para o nascimento dos bebês, com a inauguração ontem da primeira etapa da maternidade (foto) da cidade. A unidade está funcionando com oito suítes e dispondo de toda a infraestrutura para realização de parto normal humanizado. O projeto da segunda etapa já está pronto, prevê a inclusão de um centro cirúrgico e tem previsão de ser concluída em 2013.
A maternidade faz parte da Rede Cegonha, do Ministério da Saúde, e foi construída por meio da parceria entre o Estado, o Município e a União. Participaram da inauguração o governador Jaques Wagner, o secretário da Saúde, Jorge Solla, e a prefeita do município, Moema Gramacho, além de mulheres grávidas e outros moradores da cidade.

Pré-natal – A Maternidade de Lauro de Freitas atende gestantes que tenham feito acompanhamento pré-natal e não apresentem risco de complicações no parto. A estrutura de atendimento foi pensada para proporcionar um parto acolhedor, ao lado da família e com todo o conforto.
"É um atendimento mais próximo, com a participação de familiares e tudo para que a mãe se sinta em casa. Ela vem, fica aqui, tem o filho e permanece ao lado dele até a alta, mas sem perder o rigor técnico", explicou a assessora técnica da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab), Sandra Eli.
Grávida de oito meses e se preparando para a hora do parto, a dona de casa Mônica Correia visitou a maternidade ontem. Ela aprovou a qualidade das instalações e pretende ter o filho na nova unidade. "É tudo que uma mãe deseja para o parto, estar num lugar agradável, com um parente do lado e bons profissionais de saúde."

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Inauguração da Casa de Parto de Lauro de Freitas


Essa notícia saiu hoje no site oficial da Prefeitura de Lauro de Freitas.

Será a primeira casa de parto de Lauro de Freitas, porém o primeiro Centro de Parto Normal fora inaugurado há um ano. Fica na Mansão do Caminho no Pau da Lima - Salvador.
Nesse mesmo dia, 05, a Casa de Parto Marieta Pereira (Mansão do Caminho) realizará em Salvador curso de Assistência Humanizada ao Parto e aoRecém Nascido que está com inscrições abertas em seu site e contará com nomes importantes no Brasil como Leila Katz, Melania Amorim, Roxana Knobel e Carla Polido, quando se trata da temática humanização do parto e nascimento e assistência ao bebê.


Governador inaugura Maternidade de Lauro de Freitas nesta sexta-feira (5) O governador Jaques Wagner inaugura nesta sexta-feira (5), às 9h, a primeira etapa da Maternidade de Lauro de Freitas, com a abertura do Centro de Parto Normal (CPN). Localizado na Rua Coronel Messias, Caji, nas proximidades do Batalhão de Choque, o equipamento garantirá maior humanização no atendimento e um ambiente acolhedor, seguindo o novo modelo de atenção a saúde da mulher e da criança preconizado pelo Ministério da Saúde. A Casa de Parto oferecerá oito quartos PPP (Pré-parto, Parto e Pós-parto), sendo dois deles equipados com banheira; sala de acolhimento e registro de parturiente com acompanhantes, sala de deambulação, sala de exames e admissão com sanitário, posto de enfermagem, sala de serviço, área para higienização das mãos e ambientes de apoio. O modelo atende os padrões exigidos pelo Ministério da Saúde, inclusive com auditório para realização palestras e outros eventos. A maternidade, com capacidade de atender cerca de 80 gestantes por mês, terá 22 leitos, duas salas cirúrgicas para a realização de curetagem e cesariana, e casa de acolhimento para as mães que precisarem ficar com os bebês na unidade. Uma área foi reservada para instalação da UTI neonatal que terá dez leitos e será inaugurada ainda este ano. Gleide Silva, 34 anos, moradora de Vida Nova, está ansiosa pela inauguração. No nono mês de gestação, ela deseja ter o filho no Centro de Parto Normal. “Acho ótimo poder ter o meu bebê no município, com conforto e tranquilidade. Ficarei muito feliz em poder ser uma das primeiras a dar a luz na unidade. Saber para onde ir na hora do parto é confortante e passa segurança”, completou. As gestantes serão vinculadas ao CPN através da Rede de Atenção Básica nas Unidades de Saúde da Família e poderão escolher o acompanhante de sua preferência, seja familiar ou uma “doula” – mulheres que se especializam em fazer o acompanhamento fisico e emocional antes, durante e após o parto - além de passar por atividades educativas. A equipe de profissionais do Centro é formada por médicos e enfermeiras obstetras, fisioterapeuta, nutricionista, psicólogo e assistente social. O diretor de Atenção Básica da Secretaria Municipal de Saúde, Hadson Namour, lembrou que os CPNs recebem gestantes de baixo risco, para garantir segurança ao nascimento dos bebês. “É preciso fazer todo o acompanhamento e levar a documentação do pré-natal”, frisou. O diretor salientou que no município há equipamentos que realizam os exames pré-natal, como as policlínicas, clínicas especializadas e as Unidades de Saúde da Família.

sábado, 29 de setembro de 2012

9º Encontro do Grupo Roda Viva - O papel da Doula



9º Encontro - O papel da Doula

A doula é uma acompanhante que oferece suporte físico e emocional contínuo durante o parto. 
Ser acompanhada por uma doula traz uma série de benefícios já comprovados. 
A figura da doula não é uma novidade, p
elo contrário, é o resgate de uma função quase tão antiga quanto o próprio ato de parir. Uma função de apoio essencial, que nossa cultura acabou relegando ao passado quando elegeu a tecnologia como valor soberano da assitência ao parto, ao invés das relações humanas.

Vamos conversar sobre tudo isso, em uma roda com a participação de doulas atuantes na assistência ao parto em Salvador?

Até segunda-feira!
Texto do Grupo Roda Viva

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Curso Assistência Humanizada ao Parto e ao Recém Nascido

Data 05 e 06 de Outubro
Inscrições no site www.mansaodocaminho.com.br

8h às 8h50 - O papel da equipe transdisciplinar na assistência ao parto - Leila Katz

8h50 às 9h - Discussão

9h às 9h50 - Conduta nas Distocias - Roxana Knobel

9h50 às 10h - Discussão

10h às 10h10 - COFFEE-BREAK
10h10 às 11h - VBAC ou PNAC (Parto Vaginal
após Cesárea) - Leila Katz

11h às 11h10 - Discussão

11h10 às 12h - Vácuo-extração vs. Fórceps: existe um papel
na Obstetrícia moderna? - Carla Polido

12h às 12h10 - ALMOÇO

14h às 14h50 - Episiotomia - Melania Amorim

14h50 às 15h - Discussão


15h às 15h10 - COFFEE-BREAK

15h10 às 16h - Indicações de cesariana baseadas em evidências -Carla Andreucci Polido
16h às 16h10 - Discussão

16h10 às 17h - Assistência humanizada ao recém-nascido - Leila Katz

17h às 17h10 - Discussão

17h10 - ENCERRAMENTO

8h - Abertura

8h10 às 9h - Humanização da Assistência ao Parto: Histórico e Filosofia - Leila Katz

9h às 9h10 - Discussão

9h10 às 10h20 - Medicina Baseada em Evidências: Refletindo sobre Paradigmas - Melania Amorim

10h20 às 10h30 - Discussão

10h30 às 10h40 - COFFEE-BREAK

10h45 às 11h45 - Acesso às evidências em saúde materno-infantil -Roxana Knobel

11h45 às 12h - Discussão

12h às 14h - ALMOÇO

14h às 15h40 - Evidências na Assistência ao Parto - Melania Amorim

15h40 às 15h50 - Discussão

15h50 às 16h - COFFEE-BREAK

16h às 16h50 - Suporte Contínuo Intraparto: o Papel da Doula - Carla Polido

16h50 às 17h - Discussão

Público-alvo: Todos os profissionais da área de Saúde.
(Confirmação de inscrição por email)





 

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Livros do Ricardo Jones a venda em Salvador

Chegaram!!! Os livros do Ricardo Jones para venda em Salvador.
São pouquíssimos exemplares nessa primeira leva. Quem quiser encomendar me escreve aqui no face ou no cheniadoula@gmail.com
Valor R$ 35,00 cada. Consulte condições de pagamento e entrega.

 

 Entre as Orelhas - Histórias de Parto
Neste livro o médico e escritor gaúcho Ricardo Herbert Jones aborda as questões centrais da revolução paradigmática na atenção ao nascimento que começa a se delinear na aurora do século XXI. Através das conversas de 3 colegas de residência, que se encontram depois de muitos anos afastados, ele discorre sobre os principais temas da humanização do nascimento: o protagonismo restituido à mulher no parto, a visão integrativa e interdisciplinar do nascimento e a vinculação dos postulados da humanização com a corrente renovadora da medicina do final do século XX, conhecida como "Medicina Baseada em Evidências". Com linguagem clara, não técnica, acessível e recheada de humor, o livro nos leva a pensar nos problemas graves que estamos enfrentando (excesso de intervenções, objetualização de pacientes, epidemia de cesarianas, protocolos fechados de atenção ao parto, etc.) ao mesmo tempo em que aponta caminhos para o que ele chama de "o melhor de dois mundos": um atendimento obstétrico centrado na pessoa, que oferece suporte afetivo, emocional, psicológico e espiritual para as gestantes, além da garantia de acesso às tecnologias médicas para aqueles casos em que existe um desvio da normalidade. Em suas próprias palavras, a "obstetrícia na perspectiva do sujeito". Uma leitura indispensável para os que desejam conhecer os dilemas do parto e nascimento nas sociedades ocidentais.
Release do GAPP Nascer Sorrindo

Memórias de um Homem de Vidro - Reminiscências de um obstetra humanista
Ricardo Jones é um médico que não é reconhecido somente por defenter uma obstetrícia baseada em evidências, como também por honrar a sabedoria desse sagrado e sensível momento para a mulher, o bebê e a família. É com essa mistura de sabedoria e conhecimento que o Dr. Ric procura iluminar o nosso caminho de escuridão tecnocrática para um novo dia, em que as mulheres serão tratadas com todo carinho e reverência nesse momento muito especial de suas vidas.

"Memórias do Homem de Vidro" nos mostra um modelo de médicos trabalhando em colaboração com parteiras, enfermeiras e doulas, apoiando as mulheres enquanto estas reivindicam para si o poder e a majestade do parto. Sua forte e gentil presença permite que os bebês entrem no mundo em paz e cercados por um ambiente de amor, cuidado e segurança.

Para criar um mundo pacífico, devemos começar pelo cuidado com mães e bebês nesse momento tão sensível e sagrado que é o de trazer uma nova vida ao nosso convívio. Dr. Ric, compartilhando conosco sua jornada transformadora de médico a "curador", encorajará você a começar sua própria caminhada. "Memórias do Homem de Vidro" o fará refletir sobre suas práticas e crenças envolvendo parto e nascimento, transcendendo o que é ultrapassado e antigo e desenvolvendo um novo modelo de cuidado, que protege e favorece partos tranquilos. Estimulando um nascimento em paz e segurança, estaremos promovendo, consequentemente, um mundo pleno de paz.
Release do grupo GAMA

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Roda de Diálogos Paternidade: experiências e questões

O Serviço Médico Social e Odontológico convida a todos interessados pelo tema a participar da Roda de Diálogos Paternidade: experiências e questões.
A proposta visa fomentar diálogos e questões sobre a paternidade, os dilemas decorrentes das relações estabelecidas esta condição. Não há uma intenção prévia de apontar diretrizes ou mesmo programas de discussões e ações. Estamos diante de um terreno ainda silencioso, obscuro e, por vezes, movediço, pois refém da força da tradição do comportamento masculino.
Preferimos iniciar ouvindo o relato das experiências daquele que viveu, vive e viverá o desafio de ser pai a partir do conhecimento da gestação do(s) seu(s) filho(s).
A partir da desta roda de diálogos surgirão questões agregadas que podem ser pontuadas através de algumas abordagens.
Nessa perspectiva a UNEB através do Projeto Acolhendo a Gestação, convida a todos os interessados pelo tema a participarem do evento Paternidade: experiências e questões.
 
 
Auditório do Departamento de Ciências da Vida I – UNEB Cabula.
28 de Setembro de 2012
Programação
De 8:00 hrs – 08:30 hrs Recepção dos participantes
De 08:30 hrs ás 08:50 hrs – Vídeo da campanha pela licença paternidade
De 08:50 hrs às 09:30 hrs Abertura da Roda 

Paternidade: experiências e questões
Onildo Reis—Historiador e pai de Zaya 3 anos
Alexandre Coimbra—Psicólogo e pai de Luã 5 anos e Ravi 3 anos
Marcelino Sampaio—Enfermeiro e pai de Melissa de 2 anos.
De 09:30 hrs às 10:00 hrs – Lanche
De 10:00 hrs s às 11:30 hrs – Diálogo com participantes
De 11:30 hrs às 12:00 hrs - Encerramento e avaliação dos trabalhos. 

Maiores informações
smos@uneb.br
71 3117-2344
71 3117-2361
Falar com Chenia d’Anunciação

Evento gratuito e aberto a todos os interessados pelo tema.

domingo, 19 de agosto de 2012

Livro a parteira do Azul - Angela Gehrke, a venda em Salvador.


Uma coletânea de textos escritos por Angela Gehrke da Silva nos anos em que trabalhou como parteira na Associação Comunitária Monte Azul. 
A obra, que traz histórias de mulheres atendidas por Angela no ambulatório da favela, foi lançado na III Conferência Internacional sobre Humanização do Parto e Nascimento, que  aconteceu entre dos dias 26 a 30 de novembro de 2010, em Brasília. Tratam-se de verdadeiros retratos da realidade brasileira, sob a ótica sensível, humana e crítica da parteira e militante das causas humanitárias.
Ativistas da humanização do parto e amigas de Angela, as organizadoras Daphne Rattner e Mary Galvão receberam os textos das próprias mãos da autora que, pressentindo a sua partida repentina, lhes confiou esse valioso material. A história da primeira casa de parto do Brasil chega ao público dez anos depois da morte da parteira do Monte Azul, uma das pioneiras desse movimento no país .


" Muitos, como eu, foram atraídos pela sensibilidade de Angela.
Amávamos a sua alma generosa, sua coragem, sua determinação e sua grande força moral. Esses dons reluziam em sua figura angelical.
Angela Gerke não pode ser silenciada, porque retrata a realidade e, com suas histórias, clama por direitos humanos universais.(...)"
Apresentação de Mary Galvão
"O mais curioso é que tudo o que ela fazia, na forma com vinha fazendo desde antes de nos conhecermos, já era referendado pelas recomendações da Organização Mundial de Saúde de 1985 e foi reiterado àquela época, com as práticas de atenção a partos e nascimentos avaliadas cientificamente na publicação Care in Normal Birth - a pratical guide*, de 1996, posteriormente traduzida ao português e distribuída a profissionais e serviços de saúde pelo Ministério da Saúde."

Valor R$ 20,00, postamos para todo o Brasil.
Para fazer pedidos escreva para cheniadoula@gmail.com. 

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Mini doc Parto Humanizado com profissionais de Salvador

O Brasil está passando por um momento de releitura, de debates e contestação sobre o modelo iatrogênico de assistência ao parto.

O mini doc produzido por Tenille Bezerra e Daniel Fróes, traz profissionais de Salvador abordando a temática sobre humanização do parto, a epidemia de cesarianas e os benefícios do parto natural para formação do bebê que chega ao mundo. E a chamada para repensarmos o modelo de parto dominante do Brasil.



segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Livro Parto Normal ou Cesárea? A venda em Salvador

Mais uma vez fechamos uma parceria com a editora Unesp para revenda do livro Parto Normal ou Cesárea? O que toda mulher deve saber (e homem também), aqui em Salvador.
O livro é de autoria da Ana Cristina Duarte e da Simone Grilo Diniz.
Compacto no tamanho, se expande na gama de informações, muito bem fundamentadas pela medicina baseada em evidências. Assuntos tocantes a gestação, parto normal/natural, a cesárea, participação do homem no processo do parto e nascimento, a importância da doula... são abordados de forma direta, com linguagem fácil e propondo reflexão do leitor.
Conta ainda com um índice de referências bibliográficas, onde é possível acessar outros espaços interativos.


Título: Parto Normal ou Cesárea? O que toda mulher deve saber (e homem também)
Autor: Simone Grilo Diniz e Ana Cristina Duarte
Editora Unesp
Formato: 11 X 18 CM
182 páginas
Ano 2004
R$ 23,00
Para aquisição do seu exemplar escreva para cheniadoula@gmail.com ou ligue 71 8814-3903 vivo | 71 9277-6330 | 71 8686-3064 oi.
Estamos em Salvador e postamos para todo Brasil.



APRESENTAÇÃO
O século XX trouxe importante avanços na assistência médica à parturiente, tais como o uso seguro de anestésicos e a cesárea, possibilitando, assim, um impacto enorme na segurança e sobrevivência de mães e bebês. O uso abusivo da tecnologia pode, porém, em muitos casos, aumentar os riscos e o sofrimento da mulher e, portanto, não ser benéfico para as necessidades biológicas, emocionais e sociais da parturiente.
Este livro mostra como é possível um parto humanizado, que alie segurança com satisfação. Valoriza as dimensões saudáveis, positivas, emocionantes e belas da experiência do parto, para que não seja vivido com uma tortura imposta às mulheres pelo pecado original ou pela natureza, mas sim com uma experiência emocional, social e corporal saudável, uma aventura humana que pode ser vivida com segurança graças às técnicas disponíveis.
O objetivo desta publicação é ajudar as mulheres e seus familiares a fazer uma escolha informada sobre os tipos de parto, de maneira que esse momento possa ser o mais seguro, confortável e feliz para todos os envolvidos.
Defende-se, assim, o direito por parte da mulher de decidir como prefere dar à luz. Essa decisão tem por objetivo garantir que a futura mãe tenha privacidade, conforto e segurança no parto, e que não passe, sem necessidade, por procedimentos invasivos, dolorosos e potencialmente arriscados.
O livro oferece informações para que as mulheres possam optar por um parto que não deixe seqüelas físicas ou emocionais, sem dores desnecessárias e com um modelo de assistência que facilite esse processo fisiológico, respeite o ritmo do corpo feminino e os aspectos psicológicos e sociais do nascimento.
Assim, ao longo dos capítulos, o leitor recebe importantes contribuições sobre esse e outros temas, obtém explicações científicas sobre a cesárea e é convidado a refletir a respeito do papel dos homens durante esse momento tão importante na vida de uma mulher.
SUMÁRIO
Capítulo 1: O parto e o direito à escolha informada
Em busca do bom parto
A Medicina Baseada em Evidências
Ter um filho no Brasil
Capítulo 2: O que dizem as evidências científicas
2.1. O que dói menos, o parto normal ou a cesárea?
Como é a dor no caso da cesárea?
Como é a dor do parto normal? Porque o parto dói?
Porque a experiência da dor é tão diferente entre as mulheres, mesmo em um parto completamente normal?
O que é a dor iatrogênica (provocada pela assistência ao parto)?
O alívio da dor no parto normal: escolhas
Resumindo: o que é associado a sentir menos dor, no parto normal e na cesárea
2.2. O que é mais seguro, para mim e para o bebê, o parto normal ou a cesárea?
Os riscos da cesárea: o que dizem as evidências.
Porque não se informa adequadamente sobre os riscos dos procedimentos médicos no Brasil?
Os riscos do parto vaginal: o que dizem as evidências
2.3. O que é melhor para minha vida sexual, o parto normal ou a cesárea?
Qual é o efeito do parto vaginal sobre o períneo?
Porque é importante manter o períneo íntegro no parto?
O papel dos exercícios vaginais para ter uma vagina "poderosa"
2.4. O que deixa a mulher mais satisfeita com a experiência do parto, o parto normal ou a cesárea?
O controle sobre a experiência do parto
Enfrentar um desafio e vencê-lo
O papel relativo da dor na satisfação
A continuidade do cuidado
O acompanhante no parto
Capítulo 3: Como Planejar o seu parto
3.1. A escolha da via de parto (normal ou cesárea)
3.2. A escolha do profissional de saúde
A escolha do médico, se for esse o caso
Como achar um médico no palheiro
3.3. A escolha do local do parto
3.4. A escolha dos acompanhantes
Doula - uma acompanhante especial
3.5. A escolha do curso de preparação
3.6. A escolha dos exercícios físicos
3.7. A escolha dos procedimentos - o Plano de Parto
Outras escolhas
Episiotomia - Ponto Fundamental no Plano de Parto
Exemplo de Plano de Parto
3.8. A escolha da melhor hora - o tempo e o parto
3.9. Lidando com a dor do parto
Elementos e recursos para a dor do parto
Analgesia e anestesia
Capítulo 4: A Cesárea
4.1. Quando a cesárea é necessária
Indicações absolutas de cesárea
Indicações relativas
Indicações discutíveis
Sofrimento fetal
4.2. Escolhas para se ter uma boa cesárea
4.3. O parto normal após cesárea
Capítulo 5: Os homens no parto
Os pais devem estar presentes no parto?
A presença do pai no parto hospitalar
A presença do pai ajuda ou atrapalha?
O que eu posso fazer para ajudar?
Lidando com a dor no parto: como fazer...
E nossa vida sexual depois do parto?
E se ela não quiser que eu esteja no parto?
O medo de desmaiar
Eu tenho que receber o bebê, cortar o cordão, dar banho?
O médico disse que "No parto dele, não"
O médico disse que o hospital não deixa
No meu estado tem uma lei que permite o direito ao acompanhante...

GLOSSÁRIO
RECURSOS
BIBLIOGRAFIA DE REFERÊNCIA

Chenia d'Anunciação Doula em Salvador e outras cidades da Bahia.

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Marcha pela Humanização do parto em Salvador






Mais uma vez, nós, as mulheres da Bahia, em consonância com o movimento nacional, Marcha pela Humanização do Parto, iremos as ruas dizermos que queremos humanização do parto e do nascimento.


Movimento fora desencadeado após as Resoluções 265 e 266/12 do Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro (CREMERJ) que vetam a participação de doulas, parteiras e obstetrizes em partos hospitalares e a participação de médicos em equipes de parto domiciliar planejado.

Em Salvador, A MARCHA PELA HUMANIZAÇÃO DO PARTO acontecerá no dia 05/08/2012, com concentração às 14 horas no Cristo da Barra.

As bandeiras da MARCHA PELA HUMANIZAÇÃO DO PARTO são:

  1. Que a Mulher tenha o direito de escolher como, com quem e onde parir;
  2. Pelo cumprimento da Lei 11.108 de abril de 2005. Que a mulher tenha preservado o direito ao acompanhante que ela desejar antes, durante e depois do parto;
  3. Que a mulher possa ter o direito de acompanhamento de uma Doula em seu trabalho de parto e parto, se assim ela desejar;
  4. Que a mulher, sendo gestante de baixo risco, tenha o direito de optar por um parto domiciliar planejado e seguro, com equipe médica em retaguarda caso necessite ou deseje assistência hospitalar durante o Trabalho de Parto;
  5. Que a mulher tenha o direito de se movimentar livremente para encontrar as posições mais apropriadas e confortáveis durante seu trabalho de parto e parto;
  6. Que a mulher possa ter acesso a métodos naturais de alívio de dor durante o trabalho de parto, que consistem em: massagens, banho quente, compressa, etc;
  7. Contra a Violência Obstétrica e intervenções desnecessárias que consistem em: comentários agressivos, direcionamento de puxos, exames de toque, episiotomia, litotomia, etc;
  8. Pela fiscalização das altas taxas de cesáreas nas maternidades brasileiras e que as ações cabíveis sejam tomadas no sentido de reduzir essas taxas;
  9. Pela Humanização da Assistência aos Recém-Nascidos, contra as intervenções de rotina;
  10. Que a mulher que optar pelo parto domiciliar tenha direito ao acompanhamento pediátrico caso deseje ou seja necessário. 
Todas as nossas bandeiras são respaldadas por evidências científicas e recomendadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS), Federação Internacional de Ginecologia e Obstetricia (FIGO), Ministério da Saúde entre outras.

Chegou a hora de darmos um basta à mercantilização do parto e nascimento, não somos rebanho, não somos mercadoria, somos Humanos e temos o direito de receber nossos filhos cercados de amor, paz e, primordialmente, RESPEITO!

Contamos com seu apoio, divulgação e presença! 

terça-feira, 3 de julho de 2012

Laura Gutman no Brasil


LAURA GUTMAN NO BRASIL - EU VOU! Pela primeira vez no Brasil, Laura Gutman estará em Florianópolis dia 01/09 e em São Paulo dia 02/09 para o seminário "O poder do discurso materno".
É autora de livros como "A Maternidade e o Encontro com a Própria Sombra", "Crianza, violencias invisibles y adicciones" e "La revolución de las madres", que exploram o universo da maternidade, os vínculos familiares e as dinâmicas violentas aos quais os seres humanos estão submetidos.
Desde 1996, formou mais de 300 educadores, médicos e profissionais em geral, objetivando construir uma nova visão acerca do problema da violência social e oferecer ferramentas concretas para assumir, com maios consciência, o trabalho que compete a cada um de nós na criação de um mundo menos violento e mais humano.
O seminário terá duração de 4 horas e é dirigido a mães, pais, professores, educadores, psicólogos, psicopedagogos, assistentes sociais, profissionais da saúde, profissionais das ciências humanas e todos aqueles que desejam contribuir para um mundo mais amável.
Mais informações em www.lauragutmannobrasil.blogspot.com.







quarta-feira, 27 de junho de 2012

ENAPARTU - Encontro Nacional de Parteria Urbana 2012

Conheça o Núcleo de Parteria Urbana

O parto domiciliar é uma realidade cotidiana em várias partes do nosso país, mas carece de qualquer tipo de regulamentação, estudo e estatística oficial. Tanto nas comunidades longínquas do Norte como nos domicílios dos grandes centros urbanos, não temos ainda uma política governamental, nem profissional, que nos aponte os caminhos mais seguros e mais eficientes.
O Núcleo Nacional de Parteira Urbana da Rede pela Humanização do Nascimento (ReHuNa) foi criado com o objetivo não só de estudar a atual realidade brasileira na atenção obstétrica domiciliar urbana, mas também propor uma nova abordagem baseada em evidências e com respaldo técnico-científico de todos os setores da sociedade. Composto pelos profissionais que a Organização Mundial de Saúde considera… como qualificados para assistência ao parto (médicos da família, médicos-obstetras, enfermeiras-obstetras e obstetrizes), o Núcleo surge como mais um projeto da ReHuNa para viabilizar um novo modelo, holístico e transdisciplinar, de assistência ao parto no Brasil.
Além de abordar a questão do atendimento domiciliar ao nascimento, o Núcleo aposta na discusssão mais ampla da assistência, o que inclui a questão da segurança, do reconhecimento oficial, das transferências em tempo hábil, do atendimento contínuo nos hospitais, sempre encarando o parto sob seus aspectos físicos, emocionais, psicológicos, sociais e familiares.
Ana Cristina Duarte – Secretária Executiva do Núcleo de Parteria Urbana
Núcleo:
Coordenadora: Melania Amorim (PB)
Vice-Coordenador: Ricardo Herbert Jones (RS)
Secretária Executiva: Ana Cristina Duarte (SP)
Diretora de Divulgação Científica e Saúde Baseada em Evidências: Maíra Libertad (RJ)