sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Pais são responsáveis pelas birras dos filhos; conheça a criação com apego

Durante a minha gestação da Zaya tive o prazer de me aproximar de pessoas interessantes, estreitar os vínculos e fazer novas amizades, dentre elas o casal Dani e Xande (Daniela Leal e Alexanre Coimbra, respectivamente). Nossos filhos nasceram com dois dias de diferença e com eles eu pude aprender e vivenciar,  de forma completamente inusitada, para mim, o que seria a criação com apego. Aprendi muito nas conversas naquele jardim da casa desse belo casal em Piatã, foram tardes e conversas ricas e inesquecíveis. 
Agora o Xande publicou esse texto na Folha de São Paulo, um gostoso aperitivo do que está por vir. Boa leitura a todos!!!

POR GIOVANNA BALOGH
16/01/14  09:55

Retirado da página do Facebook: Indiretas Maternas.
Esqueça o cantinho do castigo, as palmadas, os gritos e impor limites aos seus filhos. Troque isso por mais beijos, abraços, diálogos e ‘construa regras’ dentro da sua casa junto com a criança . A chamada ‘criação ou educação com apego’ tem sido cada vez mais praticada por pais que são contra qualquer tipo de violência.
Sim, as crianças fazem birras – muitas vezes em público – o que acaba constrangendo nós, pais. Mas,  esses ‘chiliques’ são culpa dos próprios pais, segundo a neurocientista e mãe de duas crianças, Andréia C.K. Mortensen, 40.
“Não podemos esperar reações emocionais perfeitamente equilibradas de uma criança o tempo todo. Ela simplesmente não tem capacidade disso”, comenta. Segundo ela, há alguns desencadeadores das ‘birras’ como necessidades físicas não atendidas (cansaço, sono, tédio, fome), angústia e outros fatores psicológicos, como estar em um ambiente super-estimulante, como um shopping lotado, ou até mesmo o estresse dos pais diante de uma situação.
Segundo ela, não existe uma fórmula e como cessar a birra pois não a controlamos, mas lidamos com elas. Para cada birra, é necessária uma atitude diferente, dependendo da sua causa.
“Por exemplo, se a criança bate em você, rapidamente e com a sensibilidade e experiência entenda o motivo de seu filho estar tentando chamar a sua atenção”, explica. Segundo Andréia, se ele está com sono, por exemplo, diga vai ajudá-lo a dormir e explique que não pode bater. “Fale que nessa família ninguém bate ou grita. Pergunte se ele consegue fazer um carinho aqui e mostre o lugar que ele machucou. Mas, seja firme”. Segundo ela, dessa forma você reconheceu o sentimento dela e direcionou a criança para uma ação positiva e gentil.
O psicólogo e terapeuta familiar, Alexandre Coimbra Amaral, 39, divide da mesma opinião. Segundo ele, os pais precisam conter a criança sendo empático com ela e dizendo que entende o motivo dela estar agindo daquela forma. “Você pode falar ‘eu sei que você está bravo porque não vai ganhar esse brinquedo’, por exemplo. Isso não representa perda de autoridade, mas uma comunicação para a criança de que você a compreende”.
Apesar de as birras serem desafiadoras, elas representam uma grande oportunidade para ajudar o seu filho a desenvolver conexões essenciais no cérebro. “Através da empatia e do diálogo essas conexões vão se formando e a criança aprende como lidar com o estresse no futuro”, explica a neurocientista.



CANTINHO DO CASTIGO
Amaral, que tem três filhos, explica que o cantinho do castigo deixa a criança à própria sorte no tal banquinho em um canto da casa para que ela ‘pense’ no que está fazendo. “O que ela precisa é de uma contenção emocional, muitas vezes física, como um abraço, por exemplo, até poder se regular emocionalmente. Depois, ela estaria mais preparada para poder refletir sobre o que fez com o auxílio de um diálogo empático com o adulto”.
Andréia, que administra a página no Facebook ‘Crescer sem violência’, explica que a criança nasce sem saber ler e escrever. “Nós as ensinamos, certo? Se não sabe nadar, a ensinamos. Se ela não sabe se comportar, o que fazemos? Punimos, castigamos ou a ensinamos?”, questiona.
Criar um filho é fácil, o difícil é educar. Ninguém nasce sabendo ser pai e mãe e essa é uma tarefa que construímos no nosso cotidiano.
Andréia explica que educar é transmitir valores, estimular o comportamento ético, empático, solidário e reflexivo. “São coisas que a criança vai levar para a vida inteira. Educar é ensinar a tomar boas decisões em situações de conflito. É exercer o diálogo, elogiar os bons comportamentos e, sobretudo, dar bons exemplos”.
O terapeuta familiar diz ainda que a criação com apego permite construir um ser humano mais conectado com suas emoções, seus desejos e que se coloca ativamente diante de uma incoerência dos pais. “O problema é que dá mais trabalho educar sem o auxílio do medo como opressor comportamental”, diz.
“Usar o autoritarismo em forma de castigos (físicos ou psicológicos) na educação é assumir que a violência é aceitável quando é com o outro, principalmente quando ele é indefeso. É preciso entender que um filho que deixa de fazer algo porque apanhou não é uma criança que aprendeu algo, mas uma criança assustada e com medo. É isso que desejamos para os nossos filhos?”, questiona.

Link da matéria: http://maternar.blogfolha.uol.com.br/2014/01/16/pais-sao-responsaveis-pelas-birras-dos-filhos-conheca-a-criacao-com-apego/

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Marcha pela Humanização do Parto em Salvador

Sábado 19 de outubro de 2013

Concentração no Cristo da Barra 9:00 h da manhã, saída 9:30 em direção ao Hospital Português.

Clique aqui, fique por dentro e sinta-se a vontade para construir conosco esse movimento.  

O ato pretende chamar atenção para a Humanização do Parto e apoiar profissionais de saúde e Instituições Púbicas e Privadas que seguem as evidências científicas atuais, as recomendações do Ministério da Saúde e Organização Mundial da Saúde.

No próximo sábado e domingo (19 e 20 de outubro), a partir das 9 horas da manhã, famílias, ativistas e profissionais de Saúde farão manifestos em diversas cidades do país em prol da Humanização do Parto.
A iniciativa partiu de grupos de mulheres que se articularam via rede social depois de alguns episódios contrários ao trabalho de profissionais de saúde e Instituições Públicas e Privadas que atuavam de modo coerente e de acordo com os estudos atuais sobre assistência ao Parto e as recomendações do Ministério Público e Organização Mundial da Saúde (que leva em consideração o respeito ao protagonismo da mulher e uma experiência respeitosa de nascimento, contra a realização de procedimentos invasivos sem indicação clínica). Hoje, infelizmente, sabemos de alguns Hospitais e Casas de Parto, obstetras, obstetrizes, doulas que vêm sofrendo uma restrição velada.
A manifestação dá continuidade a uma série de atividades que vêm ocorrendo desde 2012, quando foram realizados os primeiros protestos, com participação de 32 cidades. Este ano, o ato também será nacional e até agora 15 cidades já estão confirmadas.
Em São Paulo, a Marcha tem como principal objetivo cobrar celeridade da Justiça Federal no julgamento da Ação Civil Pública encaminhada pelo Ministério Público Federal em 2010 sobre número excessivo de cesarianas realizadas no sistema de saúde suplementar.
O Movimento pela Humanização do Parto afirma, ainda, que não é contra a realização de cirurgias cesarianas, mas considera que elas devem ser feitas apenas quando há risco envolvido e comprovado para mãe ou bebê e não de forma eletiva e fora do trabalho de parto, como tem ocorrido em todo país.
Em repúdio à decisão arbitrária em punir profissionais e Instituições que praticam a Assistência Humanizada ao Parto foi idealizada uma nova MARCHA. Entre as reivindicações, além da defesa pelo direito à liberdade de escolha, pela humanização do parto e nascimento e pela melhoria das condições da assistência obstétrica e neonatal no país, também está a denúncia às altas taxas de cesarianas que posicionam o Brasil entre os primeiros colocados do ranking mundial. A frequência dessas cirurgias aumentou de 37,8% para 52,3% de todos os partos realizados entre 2000 e 2010 na rede pública e nos hospitais privados chegam à vergonhosa margem de mais de 80%. Os dados chamam atenção da Organização Mundial de Saúde, que recomenda que a taxa de cesariana, tanto na rede pública, quanto privada seja de apenas 15%. Além disso, a entidade alerta para o fato de que o excesso de cesarianas aumenta a mortalidade de mães e bebês.
Ajude a divulgar!

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Adriana Tanese em Salvador. A Alma do Parto: um novo paradigma para a humanização do parto


Imagem inline 1A UNEB, através do projeto de Extensão Acolhendo à Gestação convida você para mais uma roda: A Alma do Parto: um novo paradigma para a humanização do parto. Como moderadora teremos a convidada Adriana Tanese Nogueira, psicoterapeuta de matriz junguiana da Escola italiana de Silvia Montefoschi, formada em Filosofia em Milão (Itália), foi co-fundadora do site Amigas do Parto em 2001 e co-fundadora e presidenta da Ong Parto e Companhia - Associação das Amigas e Amigos do Parto em 2003.Também é escritora e autora dos livros: A Alma do Parto, Mulheres Contam o Parto dentre outros

“O livro de Adriana constitui um rico manancial para reflexões(...) Desvelando-nos o parto com sua riqueza de sentimentos, emoções, sensações, este livro nos mostra as mulheres num estado privilegiado e modificado da consciência, possível de ser experimentado em pouquíssimas situações.” - Dr. Paulo Batistuta Novaes.

Entre conosco nessa roda. Vamos refletir sobre parto normal enquanto processo de ampliação da consciência.

Para fazer sua inscrição clique aqui

LOCAL
UNEB Auditório do Departamento de Ciências da Vida I

DATA e HORÁRIO
27 de Setembro de 2013 | 08:00 às 17:30 h

PÚBLICO ALVO
Evento gratuito e aberto a todos interessados pelo tema.

ORGANIZAÇÃO

Mary Galvão
www.partodomiciliar.blogspot.com

Chenia d’Anunciação
www.doulasalvador.com.br

OUTRAS INFORMAÇÕES
71 3117-2461 (Procurar Chenia)
Email: acolhendoagestacao@gmail.com
Blog: www.unebacolhendoagestacao.blogspot.com
Facebook: http://www.facebook.com/groups/acolhendoagestacao

Pontos a serem abordados

Concepção do corpo
* Significado do parto na obstetrícia moderna: prática e visão.
* Posições e lugares durante o parto.
* A dor no parto.
* Os objetivos do parto.
* Experiência do parto e nascimento

Concepção da relações sociais.
Relações: profissionais-instituições | Relações entre profissionais | Relações profissionais-pacientes |Doulas e acompanhantes |O bebê

Identidade psicológica
* O que sente e como funciona a mente do profissional humanizado
* Psicologia da grávida e parturiente humanizada
* Relações mente-corpo, razão-emoções
* Mecanismos psicológicos de auto-preservação no paradigma humanizante

Perspectiva existencial
* Ser ponte: o sagrado do parto
* Mães e sua iniciação à subjetividade madura
* Busca de sentido: conhecendo-se a si mesmos
* Humanização: uma nova etapa da civilização humana

PROGRAMAÇÃO

Convidada Adriana Tanese Nogueira

8:00 as 9:00 Abertura da roda
9:00 as 10:00h Apresentação do conteúdo
10:00 as 10:30 Intervalo para lanche
10:30 as 11:30 Concepção psicológica e implicações na identidade de profissionais e usuári@s
11:30 as 12:30 - Concepção do corpo: relações de gênero e sociais, práticas obstétricas, escolhas e pontos de vista
12:30 as 13:30 - Intervalo para o almoço
13:30 as 14:00 - Dinâmica de Integração
14:00 às 15:30 - Perspectiva Existencial
15:30 as 16:30 - Plenária para debate
16:30 as 17:30 - A alma do Parto
17:30 as 18:00 - Lançamento do Livro A Alma do Parto da autora.

 Contatos da Adriana Tanese Nogueira

www.ongamigasdoparto.com | www.psicologiadialetica.com | www.atnhumanize.com