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terça-feira, 9 de março de 2021

Coletivo Doulas Pretas - Salvador - Revista Crescer

 

Coletivo Doulas Pretas atua na formação de doulas negras, e na conscientização sobre as maternidades invisibilizadas (Foto: Jeff Dias/Divulgação)
Da esquerda para direita - Chenia d'Anunciação, Laura Daltro, Sueide Ferreira e Júlia Morais

"É urgente falar da importância de dar voz às escolhas das mulheres - a todas elas, devolver a elas o protagonismo sobre o processo do maternar. Ter esse espaço de fala e de debate é uma grande oportunidade. Veja que o principal impacto de abrir esse espaço é tentar promover a redução da violência obstétrica por meio da informação”




O Coletivo Doulas Pretas como uma iniciativa pioneira e surge a partir da iniciativa de mulheres pretas atuantes no cenário da assistência humanizada durante o ciclo gravídico puerperal, e da consciência da necessidade de construir uma nova narrativa da gestação, parto e pós parto para mulheres negras.

O Coletivo Doulas Pretas é o Primeiro Coletivo de Doulas Pretas do país a jogar luz sobre essa questão. Nascido na cidade de Salvador - Bahia, o coletivo é formado por Chenia d’Anunciação @cheniadanunciacao; Laura Daltro @netadefrancisca; Julia Morais @carapinha e Sueide Ferreira @enfa.sueide.



quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Relato de Parto Domiciliar de Thais Aguiar, nascimento de Tito.


A hora esperada



Dia 19/09 acordei bem, como em todos os dias anteriores. Estávamos com 39 semanas e dois dias e não estava sentindo nada de diferente. Pela manhã tive uma consulta com Dra. Sônia e ela decidiu fazer um toque. Resultado: 0cm de dilatação, bebê alto, colo grosso e posterior. Ela disse que provavelmente demoraria mais alguns dias, mas que isso não é uma regra! Quando saí da consulta liguei para o seu pai e falei que ainda ia demorar! Depois sua avó e sua dinda também ligaram querendo saber novidades! Eu disse para elas que ainda ia demorar! Todos estavam ansiosos, mas ninguém estava desesperado (eu acho), afinal eu "não estava com cara de quem ia parir logo". Fui para casa e passei o dia inteiro sem sentir nada de diferente. Nada mesmo! Só sentia as BH, que desde os 5, 6 meses já me acompanhavam, mas agora estavam bem mais frequentes, é claro! À tarde fui tomar um banho e como sempre fazia, cantei para você:
"Se você vier
Pro que der e vier
Comigo...
Eu lhe prometo o sol
Se hoje o sol sair
Ou a chuva...
Se a chuva cair
Se você vier
Até onde a gente chegar
Numa praça
Na beira do mar
Num pedaço de qualquer lugar...
Nesse dia branco..."




No final do dia seu pai chegou do trabalho, comemos alguma coisa e ficamos de bobeira. Lembrei (e enchi o saco) que ele ainda tinha que pintar a luminária da sala. Já fazia alguns dias que eu lembrava (e enchia o saco) que ele tinha que pintar a luminária. Esse dia ele resolveu pintar a luminária! Fiquei até umas 21h e pouco com ele e resolvi ir deitar, estava morrendo de sono. Acordei umas 22h e pouco com uma pontada bem levinha. Seu pai já estava dormindo e eu nem falei nada com ele. Voltei a dormir e acordei de novo com outra pontada levinha. Olhei no relógio, acho que eram 22:30h. Cochilei de novo e outra pontada. Olhei de novo no relógio e tinham passado 10 minutos. Achei melhor levantar, já que não ia conseguir dormir mesmo. Fiquei na sala viajando, pensando em um monte de coisas, a cabeça a mil. As pontadas foram ficando cada vez mais fortes. Eu respirava, caminhava, mexia os quadris, agachava. Definitivamente eu tinha que me movimentar durante as contrações, era muito incômodo ficar parada. A cada contração eu tentava procurar a melhor posição e sempre me preocupava com a respiração, lembrava das aulas de yoga. Eu ainda não estava acreditando muito no que estava acontecendo, achava que poderiam ser só os pródomos. E as contrações foram ficando mais intensas, mais frequentes. 1:20h da madrugada eu peguei um papel e comecei a anotar os intervalos das contrações. Elas estavam meio loucas, às vezes 7, 6, 8 e algumas com 4, 3 minutos de intervalo! As contrações foram ficando mais intensas ainda e umas 4h eu acordei seu pai:
- Coisa!
- Oi! - assustado
- Eu acho que estou em trabalho de parto!
- Meu Deus! Desde que horas?
- Umas 22h e pouco.
- Por que não me acordou antes?
- Por que eu não tinha certeza se era trabalho de parto, e sabia que você ia querer acordar todo mundo!
- Já ligou para Dra. Sônia? Já ligou para sua mãe? Já ligou para Chenia?
- Calma, Exídio. Eu não liguei para ninguém ainda.


Anotação das contrações

Nessa hora me deu uma dor de barriga e eu fui para o banheiro. Seu pai ligou para Dra. Sônia e ela perguntou como eu estava, me lembro de ouvir ele dizendo que eu não estava mais aguentando de dor, ele mal sabia que era só o começo. Ela pediu para falar comigo, mas eu não consegui dizer muita coisa. Depois, ela falou com ele de novo e disse: "Olha Exídio, consegui contar mais ou menos o intervalo de uma contração para outra e a duração, ela está realmente em trabalho de parto. Estou indo!".


Sol nascendo na nossa janela, hora que o papai acordou

Voltamos para a sala e continuei me mexendo durante as contrações. Aliviava muito ficar apoiada no parapeito da janela, movimentando os quadris. Nos intervalos eu ficava parada, concentrada, só esperando a próxima contração.



Menos uma contração

Não me lembro de ter visto ele ligando para sua avó e para Chenia, mas sei que ele ligou logo depois de ter falado com Dra. Sônia. A primeira a chegar foi a sua avó Ita, acho que ainda não tinha dado 7h.


Cafuné da vovó Ita


Abraço que acalma

Logo depois chegou Chenia, a nossa doula. Conversamos um pouco e minha mãe resolveu sair para comprar algumas coisinhas e a piscina, pois na última consulta Dra. Sônia tinha dito que a dela não estava muito boa. Neste intervalo a Dra. chegou e trouxe a piscina dela, acho que tinha mandado ajeitar. Ficamos batendo papo, Chenia começou a fazer umas massagens. Eu estava meio desorientada, a partir daí já não lembro de todos os detalhes.


Massagem de Chenia, carinho da vovó e companhia de Lola


Descanso na bola de pilates

Dra. Sônia pediu para fazer um toque: 4cm de dilatação, colo posterior, bebê ainda alto e dorso à direita. Ela mediu também os seus batimentos cardíacos e estava tudo ótimo com você.


Batimentos cardíacos

Me lembro dela ter dito: "Tai, o que faz a dilatação aumentar é o movimento. Você não pode ficar parada. Por que não vão fazer uma caminhada na praia? Eu tenho umas coisas para resolver no consultório, mas não demoro."
Coloquei um vestido e umas 11:30h fomos eu, seu pai, sua avó e Chenia para a praia. Tive contração no elevador, na garagem e várias no carro. As do carro foram as piores. Paramos em uma praia bem vazia aqui em Amaralina, colocamos nossas sandálias embaixo de um barquinho na areia e fomos caminhar.


Energia boa que vem do mar

Quando vinham as contrações eu me agachava. Aliviava ficar de cócoras, assim melhorava muito!


Menos uma

Eu e seu pai acabamos nos afastando um pouco e ficamos juntos, caminhando e sentindo cada contração.


Com o papai

Abraço bom

Para o meu joelho não machucar na areia colocávamos uma canga no chão. Uma hora alguém foi lavar a canga no mar e ela se foi, acho que pode ter sido para Iemanjá. Outra hora eu e seu pai estávamos caminhando e uma onda veio de surpresa e nos molhou. Passamos umas duas horas caminhando e pedi para voltar para casa, já estava ficando bem cansada.


O mar abençoando o nosso momento

Quando fomos pegar as nossas sandálias, percebemos que alguém já tinha levado!!! Meu Deus, como podem roubar uma grávida em trabalho de parto?
Voltamos para casa por volta de 13:30h e Dra. Sônia já estava nos esperando.
Tomei um banho quente e demorado, depois fiquei me movimentando, sentei na bola de pilates, agachava, fazia de tudo para amenizar a dor imensa que eu sentia na lombar. E o que me fazia sentir bem, muito bem, eram as massagens de Chenia! Nossa, aquilo era meio milagroso!


Massagem de Chenia

Até então a minha bolsa não tinha estourado e Dra. Sônia perguntou se ela poderia romper artificialmente e eu neguei de cara. Umas 16:30h ela me examinou de novo, resultado: 7cm de dilatação (uau!), mas o colo ainda estava posterior e você ainda estava alto. Os seus batimentos continuavam ótimos, e era muito bom saber disso. Acho que foi nessa hora que ela fez uma manobra para trazer o colo para a posição certa. Aquilo doeu muito!


Amor

Seu pai teve o maior trabalho para encher a piscina, foram muitas idas e vindas com baldes de água e para completar acho que ela estava vazando, aí mais trabalho ainda! Dra. Sônia disse que eu poderia entrar na água. Achei ótimo, fiquei feliz, pois tinha muita vontade e muita expectativa que você pudesse nascer na água, filho. Foi um momento de tranquilidade, de alívio. Chenia me fazia as massagens, sua avó jogava água quentinha nas minhas costas e cantava para a gente.

A presença dela foi muito importante para mim, e foi ótimo o modo como ela se comportou. Sempre discreta, me trazia força e segurança e ao mesmo tempo não invadia o nosso espaço. Fiquei cerca de 1:30h na água e as contrações desapareceram. Dra. Sônia sugeriu que eu saísse e só entrasse de novo mais tarde, pois não era legal que o trabalho de parto estagnasse.


Alívio na banheira

Nessa hora seu pai ficou mais colado ainda em mim. Ficamos rodando a casa inteira, e ele sempre segurando a minha mão. A presença dele me deixava mais segura, as palavras dele me deixavam mais calma. O que seria de nós sem ele, filho?


Tive contrações na sala, no quarto, no chuveiro. E sempre que vinham as contrações eu me agachava, era instintivo. E eu sempre chamava: Cheeeenia! E ela vinha fazer as massagens. Sua avó e seu pai bem que tentaram também, mas nada era como a massagem de Chenia.
Lembro de terem me oferecido comida, mas eu não podia nem pensar em comer nada. Acho que durante todo o dia eu tomei só um chá de canela, comi uns gominhos de tangerina e umas rodelas de abacaxi. A única coisa que eu queria mesmo era água. Lembro de ter bebido muita água.

O Sol já se pondo

O tempo foi passando, as contrações foram apertando e eu tinha a sensação que ia me quebrar ao meio. Lembro que falei para a sua avó: “Mãe, parece que tem alguém abrindo os meus ossos com a mão” e ela sorriu e disse: “Mas tem! É Tito querendo passar”.
Mais tarde Dra. Sônia veio conversar comigo e falou de novo em romper a bolsa, disse que isso aceleraria um pouco o processo, que eu já estava há quase 24h em trabalho de parto. Conversei com seu pai e então decidimos autorizar. Ela rompeu e doeu um pouquinho. Na hora eu senti uma água quentinha escorrendo, olhei e estava bem clarinho. Fiquei aliviada de não ter sinal de mecônio, mas o que eu queria mesmo era ter sentido a bolsa rompendo naturalmente. Acho que toda mulher que sonha parir imagina um dia a bolsa rompendo.
As contrações realmente ficaram mais fortes, e eu já estava exausta. Falei que não ia aguentar, que precisava de uma anestesia e que queria ir para o hospital. Dra. Sônia riu e disse que eu tomaria as decisões, que se eu quisesse, nós iríamos sim para o hospital e lá eu tomaria uma anestesia. E ela reforçou: “É isso mesmo que você quer?” e eu disse: “Não!”. Nessa hora todo mundo riu. Depois eu soube que ela falou com o seu pai: “Isso é normal, e é um ótimo sinal! Sinal que já está perto da hora!”.


Será esse o nosso limite?

Seu pai achou que a trilha sonora estava muito tranquila e teve a idéia de colocar uma música mais agitada. Acho que ele escolheu Jackson do Pandeiro e Luiz Gonzaga e deu certo, me deu um fôlego extra! Lembro que ele, vendo o meu cansaço, tentava o tempo inteiro me animar e até me chamou para dançar - eu devo ter feito uma cara muito feia nessa hora!



Papai ajudando

Continuamos andando a casa toda, mas já estava quase sem forças para ficar em pé, para ficar de cócoras. Eu precisava que alguém me segurasse, me carregasse. E esse alguém foi seu pai, que ficou o tempo inteiro comigo, filho. Nos olhos dele eu sentia que ele queria dividir comigo aquela dor que era só minha. E eu transferi parte dela apertando muito ele, e ele sempre me falando que eu era forte, que estava perto, que nós estávamos conseguindo.


Exausta e sem forças

Eu disse que queria fazer cocô e Dra. Sônia disse: “Ótimo, Tai! Pode fazer força, mas acho que não é cocô! É Tito chegando!”. E a cada contração vinha uma vontade de fazer força e de gritar. O grito me ajudava, trazia um pouco de alívio.
Dra. Sônia viu que a sua cabecinha já estava aparecendo, todos ficaram animados e eu fiquei totalmente confusa. Ela sugeriu que eu colocasse a mão para sentir. Filho, foi uma coisa muito louca, muito estranha. Eu esperava sentir uma coisa rígida, e meus dedos tocaram uma coisa bem molenguinha. Na hora eu falei: “Ai! É mole! Eu não quero mais sentir!” e então ela perguntou se eu queria ver com um espelhinho e eu neguei também. Engraçado que quando eu imaginava o nosso parto eu sempre me imaginava querendo ver pelo espelho, querendo tocar a sua cabecinha coroada, e aconteceu tudo ao contrário.
Entrei de novo na banheira, fiquei um tempinho e você que já estava coroando, subiu novamente. Nessa hora eu fiquei muito agoniada, não entendia porque quando eu entrava na banheira tudo regredia. Fiquei triste. Dra. Sônia disse que se eu quisesse poderia ficar, mas eu disse que não, que queria sair, que queria que você nascesse logo.


Exausta e ansiosa

Tentei ficar de cócoras, e não tinha mais força para me sustentar. Tentei ficar ajoelhada e também não aguentei.


Em busca da melhor posição

Comecei a ficar incomodada e acabei fazendo o que não imaginei que faria: fiquei deitada e foi melhor assim. E você demorou filho. Não sei o tempo, mas a sensação era de uma eternidade. Será que essa demora foi por causa do seu dorso à direita? Por algum tempo você ficou subindo e descendo, e isso me deixou angustiada. Dra. Sônia achou que deveria ajudar intervir, e acabou empurrando a minha barriga. Na hora eu nem liguei. Eu sentia que você já estava bem perto, senti queimando tudo. Nessa hora seu pai já tinha deixado a máquina com sua avó e veio ficar bem pertinho, estávamos em uma sintonia muito boa. Conversamos muito sobre o parto durante a gravidez, e ele foi perfeito. Participou ativamente e intensamente de todo o processo, e isso foi essencial.


Mais algumas contrações e de repente, saiu a sua cabeça. Eu não quis olhar, não quis tocar novamente. E depois, muito rápido, em outra contração saíram os ombros e você escorregou. Eram 23:15h do dia 20 de setembro. Você veio para mim na mesma hora, não chorou, mas ficou resmungando baixinho. Nunca vou esquecer a sensação de abraçar o seu corpinho quente, grudado em mim através do cordão umbilical. Ainda éramos um só.


Seja bem vindo, meu filho!

Naquela hora não existia mais dor, mais preocupação, mais angústia, mais nada. Só existia o amor. O amor que eu achava que já era infinito quando você ainda estava na minha barriga. Filho, eu não sabia até onde ia o infinito!



O maior amor


Eu e seu pai ficamos juntinhos com você, e esse momento durou uma eternidade. Não sei quanto tempo foi, mas a sensação foi de eternidade. Coloquei você no meu peito e você só me lambeu. Seu pai chorou feito criança, e ele tem o choro mais lindo que alguém pode ter. Eu não cansava de te olhar, de olhar para o seu pai te olhando! Nós três ali, naquele momento, éramos o suficiente para a nossa felicidade.


Reconhecimento


"Bem vindo meu novo ser
cercado de proteção
de tanto amor tanta paz
dentro do meu coração

É como se eu tivesse esperado
toda a vida pra te embalar"

 
A melhor sensação

A placenta saiu logo depois, e não me lembro de ter sentido dor. Depois de algum tempo Dra. Sônia achou melhor te examinar. Seu papai cortou o seu cordão umbilical e foram todos para o seu quarto para a Dra. te examinar. E da sala eu escutei o seu chorinho. Acho que você estava com um pouco de dificuldade para respirar, então ela pediu que sua avó segurasse a mangueirinha de oxigênio pertinho do seu nariz.


Papai cortando o cordão umbilical

Não demorou nada e logo você voltou para a mamãe. Ficou no meu colinho e ainda não quis mamar, mas continuou me lambendo. Filho, o seu cheiro era o melhor cheiro do mundo, seu pai disse que parecia um cheirinho de churrasco. Até hoje tenho flashback do cheiro (se é que isso existe). E fico feliz toda vez que esse cheiro vem na minha memória.


O cheirinho da mamãe

Seu pai e sua avó começaram a ligar para todo mundo. Logo depois seu avô Exídio, sua avó Licia e sua Dinda chegaram. Eles estavam ansiosos para conhecer a coisinha mais linda do mundo!
Mais tarde me levantei e fui para o quarto para a Dra. suturar a laceração que eu tive. Incomodou um pouco, mas nada me tirava daquele estado de graça. Seu pai ficou te segurando, com o maior jeito, lindo! Parecia até que já tinha segurado um recém-nascido. E abraçadinho com você ele subiu na balança para te pesar: 2.900kg. Tomei um banho e ficamos na cama, te admirando, te amando. Ali você mamou. Mamou como se já tivesse feito isso antes. E assim, juntinhos, ficamos nós três. Mais tarde me bateu uma fome digna de quem tinha passado um dia inteiro sem comer! Contrariando todo mundo eu levantei e sentei na mesa para comer pizza! Eu merecia! Já passava de 2h da manhã e me dei conta que já era dia 21, o dia do meu aniversário. Nem nos meus melhores sonhos poderia imaginar que ganharia um presente de aniversário tão lindo! Você foi o meu melhor presente, Tito!


O leitinho do amor


O melhor presente

Sem dúvida foram as 25 horas mais intensas da minha vida. Senti muita dor, achei que não ia suportar, me chamei de louca. Mas tudo isso passa, e só ficam as coisas boas. Eu queria que algumas coisas tivessem sido diferentes. Se pudesse voltar atrás teria me alimentado melhor para ter mais energia no expulsivo, não teria aceitado o rompimento artificial da bolsa e teria esperado mais um pouco na piscina. Mas, mesmo assim, tenho muito orgulho da forma que escolhemos para te receber. Tenho muito orgulho de você, que fez o seu trabalho direitinho e já provou que é retado! Tenho muito orgulho do seu pai, que aos poucos foi comprando a minha idéia e se tornou o maior defensor do parto natural. Ele é um companheiro no melhor sentido que esta palavra pode ter, e eu amo isso nele. E pode ter certeza, filho, que o amor que eu sinto por ele hoje é bem maior e mais maduro. E sem modéstia, tenho orgulho de mim também. Sei que fui forte e guerreira, mas sei também que isso foi só o começo.


Meus dois amores

Nunca imaginei que caberia tanto amor dentro de mim. Um amor diferente, puro, tão forte que dá nó na garganta. Um amor indescritível, que tantas pessoas tentaram me descrever e que eu, da mesma forma, tento descrever sabendo que estas palavras não serão suficientes. Prometo, filho, que vou passar a nossa vida inteira tentando fazer você entender o tamanho desse amor.

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Ricardo Jones em Salvador - Lançamento do Livro Entre as Orelhas: Histórias de Parto

 

Lançamento do Livro Entre as Orelhas: Histórias de Parto.


Em setembro o médico obstetra humanista Ricardo Jones estará em Salvador lançando seu segundo livro: Entre as Orelhas-Histórias de Parto.
 
No dia 07 de setembro de 2013 o lançamento será em Salvador, e a cerimônia terá inicio às 17:00 horas.
Local: Hotel Golden Park, Avenida Manoel Dias Da Silva 979, Pituba, Salvador, 41830-000 Brasil ‎0800-762-1295‎.
Fones: Rose Daniele (71) 3013-4786 e (71) 8841-1128 OI  e (71) 9221-9878 TIM
Após o lançamento o autor irá proferir uma palestra, intitulada: Entre Orelhas: o Parto na perspectiva do sujeito.
Após a palestra irá iniciar-se a seção de autógrafos.
Inscreva-se já, e faça a reserva de livros (Entre as Orelhas: Histórias de Parto e Memórias de um Homem de Vidro: Reminiscências de Um Obstetra Humanista (Terceira Edição, Revisada e Ampliada).


Para a confirmação da reserva é necessário efetuar depósito bancário ou pagamento de BOLETO.

V A L O R E S 

1 Palestra: R$ 70,00 por pessoa
1 Livro: R$ 40,00 por livro
1 Palestra e 1 Livro: R$ 100,00
1 Palestra e 2 Livros: R$ 135,00
Até o dia 21/8/2013 voce tem 5% de desconto

Para outras combinações entre em contato pelo email: historias.de.parto@gmail.com Este endereço de e-mail está protegido contra SpamBots. Você precisa ter o JavaScript habilitado para vê-lo.

P A G A M E N T O


As opções para depósito são:
Banco Itau, Agência: 0644, conta corrente: 04086-7 em Nome da Care Consulting Treinamentos.
Banco do Brasil, Agência:6809-8, conta corrente: 19.572-3 em Nome de Marcilha A B Louzada
Envie copia do comprovante para historias.de.parto@gmail.com Este endereço de e-mail está protegido contra SpamBots. Você precisa ter o JavaScript habilitado para vê-lo.
OBS: Depósito em Cheque demora em média 48 horas para confirmação do crédito.

Opção para emissão de Boleto.
Neste caso, marque um X na opção BOLETO no formulário a seguir, e enviaremos para o email o boleto para pagamento.
IMPORTANTE: Boleto Bancário demora no minimo 2 dias para confirmação de pagamento, logo só serão confirmadas inscrições feitas em tempo habil, ou então a apresentação do comprovante na entrada do evento.

I M P O R T A N T E

Se optar por BOLETO, será necessário informar Endereço COMPLETO (Rua/Av/Etc, numero, complemento, CEP, Cidade, Estado), CPF, nome COMPLETO, pois isso é uma exigência bancária.

P A T R O C Í N I O

quarta-feira, 12 de junho de 2013

A OCITOCINA É UM HORMÔNIO TÍMIDO!



Mais que humanizar, mamiferizar o parto.


Para o obstetra, Michel Odent, o parto é um ato extremamente particular e, nele, bastam a fêmea e uma parteira. Ele defende idéias revolucioárias e joga por terra conceitos hoje considerados ecologicamente corretos. Assim, Michel Odent se tornou referência para todos nós, militantes da causa do parto humanizado, que tentamos ver mais longe, no futuro, alterando o presente.

Conheci o obstetra Michel Odent através do Dr. João Batista Marinho, obstetra do Sofia Feldman, que é um entusiasmado defensor das idéias desse verdadeiro mestre e referência para todo o movimento pelas boas práticas no parto. Michel Odent é francês, mas reside em Londres, onde ainda assiste partos domiciliares.

Muitos de nós nem tínhamos nascido, quando Odent já clinicava. Ele começou assistindo partos em 1953, em maternidades, hospitais e domicílios. Ele se denomina parteiro.

Em 2008 – há exatos dois anos – tive o privilégio de participar da abertura do Seminário BH Pelo Parto Normal, na Associação Médica de Minas Gerais, e de vê-lo de perto. Um homem com mais de 70 anos, ainda esbelto, entusiasmado e bonito. Ele fez a palestra de abertura.

Alguém da platéia perguntou a sua opinião sobre a Lei do Acompanhante do Brasil, que permite acompanhante de parto para mulher.. Ele, com um sorriso, disse: “ ainda bem que é só uma pessoa “. Então, contou que ainda assiste partos em Londres, com uma parteira. Em um parto que não evoluía, a parteira o chamou e disse:” Dr, por favor, faça a sua parte”. Ele então chamou o marido para fora do quarto, o levou para a cozinha, onde ficaram tomando chá. Incrível, Michel Odent declarou para uma auditório lotado, composto por representantes das classes médicas e maternidades, que – fazer a parte do médico é ir para um lugar à parte, acalmar o marido e deixar as coisas com as mulheres. Cumprindo a etimologia do nome Obstetra, palavra que deriva de obstar – estar ao lado.

Retirei alguns trechos fundamentais desta palestra – que foi publicada no livro do Seminário BH Pelo Parto Normal, editado pela Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte – para dividir com vocês. Já vou avisando, ele quebra conceitos, tira todos do cenário do parto – inclusive o marido – para deixar apenas a mulher e a parteira.

O PARTO PEDE PRIVACIDADE

“Se você prejudica o processo de nascimento de um mamífero não-humano, o efeito é que a mãe não cuida do recém-nascido. Por exemplo, no caso das ovelhas, se você interrompe o parto, a mãe simplesmente não vai aceitar o bebê. No ser humano é mais complexo, tudo é diluído pelo meio cultural.”

“A ocitocina é o hormônio-chave no processo de nascimento, mas a ocitocina é especial quando consideramos a condição para sua liberação, porque depende de fatores ambientais para sua liberação. A ocitocina é um hormônio tímido. Podemos comparar a ocitocina com uma pessoa tímida que não aceita se mostrar para estranhos e observadores… Nós até entendemos o papel do ambiente na liberação da ocitocina em outras situações que não o parto, como na relação sexual e que você não tem como fazer amor em qualquer ambiente.”

“Todos os mamíferos têm uma estratégia de não serem observados no momento do parto. E quanto aos partos em seres humanos? Parece que houve uma fase na história da humanidade em que as mulheres se separavam do grupo e iam para o mato na hora do parto, comportando-se como os outros mamíferos, como se soubessem que a ocitocina é um hormônio tímido. Parece, entretanto, que em todas as sociedades em que as mulheres se separavam do grupo para dar à luz, elas não ficavam muito longe de suas mães ou de uma mulher com experiência que as protegiam contra a presença de animais ou de algum homem. Essa, provavelmente, é a origem da parteira. Nós não temos timidez com relação à nossa mãe e o hormônio aceita aparecer na sua presença. É importante perceber que a parteira é sempre, ou normalmente, uma figura materna.

SOCIALIZAÇÃO DO PARTO

Segundo Odent, depois dessas épocas primitivas, ocorreu uma socialização maior do parto e chegou a parteira ao cenário do parto, uma agente do meio cultural, que transmitia crenças e rituais, “funcionando como uma guia e dizendo à mulher o que precisava ser feito”. Depois, as mulheres passaram a ter partos domiciliares. “Em meados do século XX surgiu algo novo: teorias consideradas científicas –mas que representaram um passo para amplificar a nossa falta de compreensão da ocitocina como um hormônio tímido – e que direta ou indiretamente, influenciaram a maior parte das escolas de parto natural, como a teoria dos reflexos condicionados e psico-profilaxia. …Desta forma, as mulheres precisam ser recondicionadas e ensinadas como dar à luz, como respirar, como apertar, o que levou à introdução de pessoas adicionais à cena do nascimento.Tais teorias abriram espaço para a idéia de que, durante o parto, a mulher precisa de um guia, de alguém que lhe diga como respirar ou como fazer força.”

MASCULINIZAÇÃO DO PARTO

“Mas houve um novo passo na metade do século XX, que foi a masculinização da cena do parto. Além de cada vez mais médicos se especializarem em obstetrícia, subitamente, na década de70, havia uma nova doutrina do pai participando no processo de parto. Também foi o momento em que as máquinas eletrônicas e a alta tecncologia foram introduzidas na cena do parto. Ou seja, o ambiente do nascimento se tornou altamente masculino, o que foi um outro passo nesse processo de socialização do parto.

EPIDEMIA DE VÍDEOS

Recentemente, há ainda uma nova fase: a epidemia de vídeo. … ficou comum filmar o nascimento. Segundo ele, observando os partos se vê uma mulher dando à luz cercada por três ou quatro pessoas. “E isso tem sido chamado de parto natural porque a mulher está na banheira ou está de cócoras ou está de quatro, mas o ambiente é tão não natural quanto possível. Quem olha, acha que parto natural significa parto domiciliar ou na banheira e deixam de perceber o que era importante: a ocitocina é um hormônio tímido. Isto é algo que precisamos redescobrir em todas as fases do parto, mas, particularmente,na fase logo após o nascimento do bebê.

UM PICO DE OCITOCINA

Este é o momento em que a mãe tem a capacidade de liberar os níveis mais altos de ocitocina, mais do que durante o parto, mais do que durante o orgasmo…Esse pico de ocitocina é necessário para que haja um pós-parto sem sangramento. Além disso, por ser a ocitocina o hormônio do amor é importante saber que o maior pico de sua liberação ocorre imediatamente após o nascimento do bebê. Uma vez que a ocitocina é um hormônio tímido, é preciso pensar:o que torna possível esse pico de ocitocina? Hoje, esse pico é praticamente impossível de acontecer porque a condição para ele ocorrer é o contato pele-a-pele com o bebê, que a mãe pudesse olhar nos seus olhos, sentir o seu cheiro, sem qualquer distração. Mas os cientistas tornaram isso impossível com as crenças e práticas de separar o bebê da mãe após o parto .Isto é prejudicial. Da mesma forma, o colostro, que o bebe busca quase imediatamente após o parto, mas que para achá-lo precisa estar nos braços da mãe.

ADRENALINA x OCITOCINA

O segundo ponto a ser lembrado é bastante simples quando consideramos as necessidades da mulher em trabalho de parto. Quando nós, os mamíferos, liberamos adrenalina, não conseguimos liberar ocitocina. A adrenalina é o hormônio da emergência e os mamíferos a liberam em certas situações: quando estão assustados, com frio ou com medo. Ou seja, no parto a mulher precisa se sentir segura, sem se sentir observada; há o antagonismo adrenalina-ocitocina…

PLANETA PARTO

O terceiro ponto necessário para redescobrir as necessidades básicas de mulheres em trabalho de parto é aquele que faz os seres humanos especiais Os seres humanos têm mais propensão para partos difíceis, em comparação com outros mamíferos e outros primatas. Uma das razões da dificuldade humana no período do trabalho de parto advém do nosso grande neo-córtex. Mas, por que o grande neo-córtex é uma deficiência durante o processo de parto? Porque durante o processo de parto ou de uma experiência sexual, as inibições vêm do neo-córtex.

Se olharmos uma mulher em trabalho de parto do ponto de vista fisiológico, nós vamos ver que a parte primitiva do cérebro, uma estrutura arcaica chamada hipotálamo é a mais ativa durante o trabalho de parto. O fluxo de hormônios que a mulher tem que liberar para o trabalho de parto vem dessa parte profunda e primitiva do cérebro. Ao mesmo tempo, vamos conseguir visualizar as inibições vindas do neo-córtex. Mas a natureza achou uma solução para superar essa deficiência: durante o parto, neo-córtex deve parar de funcionar. O nascimento é um processo primitivo e durante esse processo o neo-córtex deve estar desligado. Quando a mulher está em trabalho de parto sozinha, ela se desconecta do nosso mundo e esquece o que está acontecendo à sua volta. Seu comportamento pode, inclusive, ser considerado inaceitável para uma mulher “civilizada”: ela grita, xinga, é pouco polida, assume diferentes posições. Ela fica em outro planeta. Isso significa que o neo-córtex reduziu sua atividade, o que é essencial na fisiologia do parto. Uma mulher em trabalho de parto precisa, em primeiro lugar, de ser protegida contra qualquer estímulo do neo-córtex. Na prática isso significa que temos que lembrar quais são os estimulantes do neo-córtex para evitá-los. Um destes estimulantes é a linguagem, que é processada no neo-córtex. Se utilizarmos a perspectiva fisiológica, vamos reconhecer que é preciso cautela para usar a linguagem durante o trabalho de parto e vamos redescobrir o silêncio. Vamos demorar muito a aceitar o silêncio na sala de parto, depois de séculos de socialização. Recentemente, assistindo a um desses vídeos de parto natural, assim chamado porque era domiciliar e a mulher estava de quatro, pudemos observar que a parteira não parava de falar. Precisamos redescobrir que a linguagem estimula o neo-córtex e interfere na liberação da ocitocina e a importância da privacidade.

O neo-córtex também é estimulado pela luz, é muito sensível ao estímulo visual em geral. É interessante observar como uma mulher em trabalho de parto que não é guiada, observada e não é orientada por nenhum plano pré-concebido, geralmente encontra por conta própria uma posição tal, na qual ela elimina os estímulos visuais. Ela se acocora, e inclina para a frente, deixa os cabelos caírem sobre o rosto e assim não enxerga nada e pode esquecer o resto do mundo.

O quarto ponto para podermos redescobrir e atender às necessidades da mulher em trabalho de parto e do recém-nascido é seguir uma regra simples: aprender a eliminar, no período perinatal, tudo que é especificamente humano. O que isso significa? Que devemos eliminar todas as crenças e rituais que interferem com o processo de nascimento, como alguns que eu mencionei.

Odent quebra conceitos e preconceitos:

“No movimento do parto natural, uma nova teoria surgiu há um tempo atrás, uma idéia de que seria possível, imediatamente após o parto, induzir uma ligação entre o pai e o recém-nascido. Isso é irrealista. A razão pela qual este é um período crítico para a mãe e o bebê está no equilíbrio hormonal especial que nunca mais vai acontecer. E esse período crítico não pode ser o mesmo para o pai. O efeito foi de introduzir outra pessoa que distrai a mãe, no momento exato que ela deve liberar um alto pico de ocitocina…

Eliminar o que é especificamente humano significa que durante o processo do nascimento o neo-córtex deve parar de funcionar. Ao mesmo tempo, temos que redescobrir, atender e satisfazer as necessidades universais que todos os mamíferos em trabalho de parto têm , que é se sentir seguro –se existe um predador em volta, a fêmea libera adrenalina para ter energia para lutar ou fugir e vai adiar o parto até se sentir segura – e ter privacidade – todas as fêmeas de mamíferos têm estratégias para não se sentirem observadas quando dão à luz. Essas são as regras simples que devemos seguir:

NA CESÁREA, SEM HORMÔNIOS

No contexto científico atual pode-se dizer que a mulher foi programada para liberar um coquetel de hormônios do amor quando está em trabalho de parto. Mas hoje, a maioria das mulheres tem seus bebês sem depender da liberação desse coquetel de hormônios, muitas por fazerem cesárea e, entre as que dão à luz por parto vaginal, por não poderem facilmente liberar os hormônios em ambientes inapropriados. E como não conseguem liberar facilmente os hormônios naturais, precisam de medicamentos que os substituem: precisam de ocitocina sintética no soro, precisam da analgesia peridural para substituir as endorfinas, precisam de medicamentos para eliminar a placenta. Tudo isso bloqueia a liberação dos hormônios naturais.

Estamos em um momento hoje em que o número de mulheres que dão à luz e que eliminam os hormônios naturais do amor está tendendo a zero. Isso é uma situação sem precedentes. Os seres humanos são tão inteligentes e tão espertos, devido aos seus neo-córtex, que conseguiram tornar os hormônios do amor em hormônios inúteis. Precisamos levantar questões sobre isso em termos da nossa civilização, não agora, não para esse bebê ou essa mulher, mas o que vai acontecer daqui a três ou quatro gerações se continuarmos nessa direção? Se fizermos a pergunta dessa forma e percebendo que precisamos redescobrir as necessidades básicas da mulher em trabalho de parto e do bebê recém-nascido e atender às regras básicas e simples, podemos dizer que
A PRIORIDADE HOJE NÃO É HUMANIZAR O PARTO. A PRIORIDADE HOJE É MAMIFERIZAR O PARTO.


terça-feira, 16 de outubro de 2012

Roda de Conversas Respeito ao Parto é Respeito à Mulher

Venha conversar conosco sobre humanização no parto, casas de parto, conhecer as vantagens da assistência nas Casas de Parto em contraposição a Hospitais convencionais.

Você sabia que os Centros de Parto Normal tem assistência pelo SUS?

O que são as casas de Parto e os Centros de Parto Normal?

Quais são as condições para serem atendidas nessas unidades?

Porque os Centro de Parto Normal fazem parte da política de humanização do parto?


A Uneb, através do projeto de Extensão Acolhendo a Gestação convida a todos interessados pelo tema, a participarem da Roda de Conversas Respeito ao Parto é Respeito a Mulher.
As Casas de Parto oferecem uma alternativa ao parto hospitalar e devolvem ao nascimento sua dimensão natural. Nas casas de parto, a gestante pode caminhar, comer, beber, tomar banho e algumas delas contam com o serviço de doulas voluntárias que trabalham exclusivamente para o bem estar materno. Outra vantagem está na autonomia da mulher que pode escolher a posição do parto, seja na água, deitada ou de cócoras. Acompanhantes são benvindos em qualquer momento. Após o nascimento, o bebê não é separado da mãe, facilitando a formação do vínculo.

Em Salvador temos há um ano o Centro de Parto Normal Marieta de Souza Pereira que funciona no Centro Espírita Mansão do Caminho e recentemente foi inaugurado o Centro de Parto Normal em Lauro de Freitas. 

UNEB Cabula - Auditório do Departamento de Ciências da Vida I.
26 de Outubro de 2012

 PROGRAMAÇÃO
 8:00h – 08:30h
Recepção dos participantes

08:30 h ás 08:50h
Exibição de filme
08:50h às 09:30h Abertura da Roda

Mediadoras:

  • Suzana Montenegro – Coordenadora de Enfermagem do Centro de Parto Normal Marieta de Souza Pereira (Mansãodo Caminho - Pau da Lima)
  • Adriana Leite Coordenadora de Enfermagem do Centro de Parto Normal de Lauro de Freitas


09:50 às 10:20 h – Lanche 

10:20 às 11:30 h – Continuação da Roda 

11:30 às 12:00 h - Encerramento e avaliação dos trabalhos.

sábado, 29 de setembro de 2012

9º Encontro do Grupo Roda Viva - O papel da Doula



9º Encontro - O papel da Doula

A doula é uma acompanhante que oferece suporte físico e emocional contínuo durante o parto. 
Ser acompanhada por uma doula traz uma série de benefícios já comprovados. 
A figura da doula não é uma novidade, p
elo contrário, é o resgate de uma função quase tão antiga quanto o próprio ato de parir. Uma função de apoio essencial, que nossa cultura acabou relegando ao passado quando elegeu a tecnologia como valor soberano da assitência ao parto, ao invés das relações humanas.

Vamos conversar sobre tudo isso, em uma roda com a participação de doulas atuantes na assistência ao parto em Salvador?

Até segunda-feira!
Texto do Grupo Roda Viva

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Curso Assistência Humanizada ao Parto e ao Recém Nascido

Data 05 e 06 de Outubro
Inscrições no site www.mansaodocaminho.com.br

8h às 8h50 - O papel da equipe transdisciplinar na assistência ao parto - Leila Katz

8h50 às 9h - Discussão

9h às 9h50 - Conduta nas Distocias - Roxana Knobel

9h50 às 10h - Discussão

10h às 10h10 - COFFEE-BREAK
10h10 às 11h - VBAC ou PNAC (Parto Vaginal
após Cesárea) - Leila Katz

11h às 11h10 - Discussão

11h10 às 12h - Vácuo-extração vs. Fórceps: existe um papel
na Obstetrícia moderna? - Carla Polido

12h às 12h10 - ALMOÇO

14h às 14h50 - Episiotomia - Melania Amorim

14h50 às 15h - Discussão


15h às 15h10 - COFFEE-BREAK

15h10 às 16h - Indicações de cesariana baseadas em evidências -Carla Andreucci Polido
16h às 16h10 - Discussão

16h10 às 17h - Assistência humanizada ao recém-nascido - Leila Katz

17h às 17h10 - Discussão

17h10 - ENCERRAMENTO

8h - Abertura

8h10 às 9h - Humanização da Assistência ao Parto: Histórico e Filosofia - Leila Katz

9h às 9h10 - Discussão

9h10 às 10h20 - Medicina Baseada em Evidências: Refletindo sobre Paradigmas - Melania Amorim

10h20 às 10h30 - Discussão

10h30 às 10h40 - COFFEE-BREAK

10h45 às 11h45 - Acesso às evidências em saúde materno-infantil -Roxana Knobel

11h45 às 12h - Discussão

12h às 14h - ALMOÇO

14h às 15h40 - Evidências na Assistência ao Parto - Melania Amorim

15h40 às 15h50 - Discussão

15h50 às 16h - COFFEE-BREAK

16h às 16h50 - Suporte Contínuo Intraparto: o Papel da Doula - Carla Polido

16h50 às 17h - Discussão

Público-alvo: Todos os profissionais da área de Saúde.
(Confirmação de inscrição por email)